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Atualmente vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Medvedev escreveu que "os governantes idiotas da Europa ainda querem a guerra na Europa", numa reação aos resultados da cimeira da chamada coligação da Boa Vontade sobre a Ucrânia, realizada esta semana em Paris.
A reunião terminou com França e Reino Unido a concordarem em estabelecer bases operacionais avançadas na Ucrânia, no âmbito de uma força multinacional do pós-guerra, uma hipótese que Moscovo considera inaceitável. Medvedev reiterou que a Rússia não aceitará a presença de tropas europeias ou da NATO em território ucraniano, atacando diretamente o Presidente francês Emmanuel Macron, a quem se referiu de forma depreciativa.
"Já foi dito mil vezes, a Rússia não aceitará tropas europeias ou da NATO na Ucrânia. Mas não, Macron continua a espalhar este disparate patético", escreveu.
Na mesma mensagem, Medvedev deixou uma ameaça direta, afirmando que, se os países europeus "ainda querem a guerra na Europa", devem avançar, acrescentando, "é isto que os espera", antes de publicar um vídeo do bombardeamento de sexta-feira em Kiev.
O ataque russo à capital ucraniana provocou pelo menos quatro mortos e cerca de 20 feridos e distinguiu-se pela utilização, pela segunda vez desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, do míssil Oreshnik, um sistema capaz de transportar ogivas nucleares.
Moscovo justificou o ataque como “uma resposta ao ataque terrorista do regime de Kiev contra o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin”, alegadamente ocorrido a 29 de dezembro de 2025, na região de Novgorod. As autoridades ucranianas negam que tal ataque tenha acontecido, uma versão sobre a qual o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou também ter dúvidas.
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