“Ninguém sabe o que nos espera o mês de agosto, concretamente o que nos espera a semana que vai entrar. Não sabemos se haverá temperaturas mais elevadas, menos humidade, mais vento, e portanto eu digo é que neste momento há aparentemente a diminuição da intensidade dos fogos que preocuparam uma região apreciável, sobretudo o norte de Portugal”, afirmou Marcelo.
O Presidente da República explicou ainda que o Governo e a Proteção Civil recusaram “a ideia de se acionar o mecanismo europeu que foi acionado por outros países” uma vez que Ponte da Barca está a receber apoios de Espanha e porque “ninguém sabe a evolução dos acontecimentos”.
“O que se trata agora é prevenir o que possa acontecer nas próximas semanas mas não recorrer a meios extremos como se a situação fosse da gravidade que foi atingida infelizmente para esses países mais cedo do que nós e portanto parece que é prudente não começar a fazer apelos que são desproporcionais em relação ao tempo que vivemos e às circunstancias que vivemos banalizando esse pedido e tornando mais difícil no caso de uma emergência mais grave o recurso a ele”, afirmou.
“Estive na Proteção Civil sem comunicação social no dia em que esteve o primeiro-ministro e foi lá que eu recolhi esta ideia que me pareceu boa que é: vamos ver como se fecha este ciclo, esperando que se fechasse nos próximos dias; vamos ver o que é que é possível fazer de proteção para o caso de haver agravamentos; vamos continuar a utilizar onde é possível por razões fronteiriças a cooperação com Espanha; e reservar para uma emergência mais grave o apelo à intervenção europeia”, concluiu.
Comentários