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A ministra da Administração Interna ordenou a abertura de processos disciplinares aos dez militares da GNR e ao agente da PSP detidos na operação “Safra Justa”, suspeitos de integrarem um esquema de exploração de imigrantes no Alentejo. Segundo o ministério, a Inspeção-Geral da Administração Interna pediu ao Ministério Público o envio dos elementos do inquérito para avaliar a eventual aplicação de medidas cautelares.

Os 17 detidos na operação, conduzida pela Polícia Judiciária há uma semana, incluem dez militares da GNR, um agente da PSP e seis civis. Três destes últimos ficaram em prisão preventiva, os elementos das forças de segurança saíram em liberdade com termo de identidade e residência, enquanto três outros civis ficaram sujeitos a apresentações periódicas, proibidos de contactar vítimas e coarguidos e impedidos de sair do país.

O tribunal justificou a ausência de medidas mais gravosas para os militares e para o agente da PSP com o facto de as escutas telefónicas do processo não terem sido transcritas pelo Ministério Público. A GNR confirmou que os dez militares regressaram ao serviço esta terça-feira, enquanto aguarda desenvolvimentos disciplinares. O agente da PSP encontra-se de baixa desde setembro de 2024.

De acordo com a PJ, a rede agora desmantelada controlava cerca de 500 trabalhadores estrangeiros no Alentejo, embora nem todos sejam considerados vítimas de tráfico. Entre os seis civis detidos há quatro portugueses e dois estrangeiros do sul da Ásia, responsáveis por angariar, coagir e ameaçar trabalhadores. Um dos portugueses foi identificado como o cabecilha da organização.

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