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O casaco militar usado por André Ventura terá sido oferecido por um grupo de antigos combatentes presentes no comício. No discurso, o líder do Chega voltou a atacar as minorias e a defender que quer ser lembrado como o Presidente que “acabou com os privilégios injustificados de todas as minorias” para os transferir para as “famílias portuguesas”, trabalhadores, pensionistas e antigos combatentes, ignorando, uma vez mais, que o poder executivo em Portugal pertence ao Governo.

“Inútil é votar em candidatos que dizem exatamente o mesmo há 50 anos. Inútil é votar em candidatos que não conseguem senão dizer generalidades ou em candidatos que vão andar com Luís Montenegro ao colo”, afirmou André Ventura.

Apesar de ter garantido que pretendia fazer uma campanha sem “picardias”, o candidato não deixou de responder às declarações de Henrique Gouveia e Melo, que, horas antes, considerara ser “completamente inútil” votar em Ventura. Falando já como se fosse futuro Comandante Supremo das Forças Armadas, cargo inerente à Presidência da República, o líder do Chega contrapôs que não fará “conversa bonita e fiada” e prometeu um discurso de “ordem”.

“Este país já teve, conforme os militares sabem bem dizer, tempo demais de bandalheira. A partir de 18 de janeiro é tempo de ordem e eu espero ser o Presidente dessa ordem”, declarou.

As declarações e a encenação não passaram despercebidas a Henrique Gouveia e Melo, que reagiu de forma contundente. “Deixa-me mesmo muito mal disposto”, afirmou, lembrando que André Ventura “nunca foi sequer ao serviço militar obrigatório”. para o ex-almirante “os uniformes são para quem usou e serviu a pátria com uniforme”, sublinhando que o gesto do candidato “tem limites” e representa “um desrespeito” pelos símbolos militares.

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