Amanhã não vão estar juntos, mas já chegaram a estar: como foi o último encontro de Putin e Zelensky?
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Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky só se reuniram pessoalmente uma vez, em dezembro de 2019, no contexto da guerra no leste da Ucrânia, antes da invasão russa em 2022.
Desde essa altura existiram várias propostas para que os dois presidentes se encontrem nos últimos anos a fim de tentar fazer com que ambos os lados negociem alguma forma de cessar-fogo no conflito de três anos e meio. Mas até agora nada aconteceu.
Entretanto, está marada para esta sexta-feira uma cimeira entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, que se vai realizar na base militar de Elmendorf-Richardson, em Anchorage, no Alasca. Trata-se da segunda cimeira entre os dois líderes, depois do encontro de Helsínquia, em 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump como chefe de Estado.
Como foi o encontro em 2019 entre Trump e Zelensky?
O encontro decorreu em dezembro de 2019, durante a Cimeira do Formato da Normandia, em Paris. Este encontro informal contou com a presença dos líderes francês Emmanuel Macron e alemã Angela Merkel, e teve como objetivo tentar acabar com os confrontos na região ucraniana do Donbass.
Zelensky tinha acabado de ser eleito presidente da Ucrânia em maio de 2019, sem nunca antes ter ocupado um cargo político. Nas eleições derrotou Petro Poroshenko, que já se tinha reunido várias vezes com Putin, mas não conseguiu resolver o conflito com a Rússia.
O encontro centrou-se em encontrar uma forma de acabar com os combates no Donbass, onde tropas ucranianas enfrentavam separatistas apoiados pela Rússia desde 2014. Os líderes discutiram medidas de cessar-fogo, libertação de prisioneiros de guerra, retirada de tropas em áreas específicas e a implementação das disposições políticas dos Acordos de Minsk, incluindo eleições nas regiões ocupadas e a reintegração do território na Ucrânia.
O que ficou acordado?
O encontro resultou em alguns acordos, como a implementação de medidas de apoio ao cessar-fogo e a libertação de prisioneiros, bem como a retirada de tropas em três áreas adicionais do Donbass. No entanto, estes progressos não provocaram mudanças duradouras, porque continuaram a existir divergências sobre a retirada de tropas e a realização de eleições nas zonas controladas pelos separatistas.
Após a reunião, houve novas tentativas de negociação em Paris e Berlim em 2022, mas sem a presença direta dos líderes. Pouco tempo depois, a 24 de fevereiro de 2022, a Rússia lançou a atual invasão em larga escala da Ucrânia, que Zelensky afirmou ter "arruinado" os esforços do Formato da Normandia.
Como os Estados Unidos e Donald Trump se envolveram nas negociações?
Ao contrário de 2019, os EUA têm desempenhado um papel mais ativo na tentativa de negociações de paz.
Em maio, Trump incentivou Zelensky a aceitar uma proposta de Putin para se reunirem em Istambul, chegando a sugerir que poderia participar pessoalmente. No entanto, Putin não compareceu, o que foi visto como uma rejeição ao líder americano. Neste momento está previsto um encontro entre Trump e Putin no Alasca, o que pode abrir caminho para uma reunião tripartida com Zelensky. Quanto ao local, Zelensky sugeriu Roma, mas outros países defendem Genebra como opção neutra, enquanto a Turquia também se ofereceu para acolher conversações.
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