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1 de janeiro, Dia Mundial da Paz. A data, instituída pelo Papa Paulo VI em 1967, tem a intenção de que o início de cada ano seja marcado por uma reflexão sobre a paz, incentivando governos, comunidades e indivíduos a promoverem a não-violência, a justiça social e a fraternidade.
O dia serve como um convite à oração e à ação para superar conflitos, reduzir tensões e construir sociedades mais justas e solidárias. Historicamente, o Vaticano tem publicado mensagens anuais com temas específicos ligados à paz, abordando questões como pobreza, migração, meio ambiente e diálogo entre povos.
Neste dia 1 de janeiro de 2026, a tradição cumpriu-se, com Leão XIV a deixar a sua primeira mensagem na data e a lançar um apelo global à reconciliação, à fraternidade e à construção de uma paz duradoura.
O pontífice destacou que a verdadeira paz não se alcança por meio da violência ou das armas, mas através do perdão, do acolhimento e da abertura ao próximo. Segundo Leão XIV, a paz deve ser "desarmada e desarmante", nascendo do coração humano e inspirada por Deus.
O Papa afirmou ainda que o novo ano deve representar uma era de paz entre os povos, enfatizando que a harmonia global depende do compromisso coletivo com o bem comum. Nesse sentido, exortou os fiéis a rezarem não apenas pela paz mundial, mas também pela harmonia nas famílias, que muitas vezes enfrentam tensões e conflitos internos.
O Papa lembrou que Cristo, ao encarnar, mostrou um coração que bate por todos, chamando cada pessoa a transformar o mal em perdão e a viver a misericórdia no cotidiano. “Desarmem os corações e rejeitem toda a forma de violência”, concluiu, lembrando que a paz exige ação consciente e responsabilidade individual.
Em Lisboa, também o Patriarca, D. Rui Valério, lembrou que "a paz não nasce da força, nem do cálculo, nem da supremacia. A paz nasce quando Deus entra verdadeiramente na história humana".
"Durante décadas, olhámos para a Paz com as lentes da política, os cálculos da economia e a organização da sociologia. Construímos equilíbrios de forças, assinámos tratados em papéis que o vento da ambição rapidamente desfez e falámos de paz como se ela fosse apenas uma ausência de conflito ou um intervalo entre guerras. Hoje, essa abordagem esgotou-se. As estratégias de poder, a sede de influência e a vontade de subjugar o outro – seja no campo de batalha, seja no domínio dos mercados– levaram a humanidade a um beco sem saída e sem rumo. A linguagem dos homens fracassou", afirmou.
"Chegou a hora da perspetiva teológica, a partir do ponto de vista de Deus. Chegou a hora de olhar para o drama da guerra sob a luz da escatologia, sob o prisma do definitivo. A Paz não é uma opção diplomática; é a urgência de Deus. A Paz não pode esperar mais, pois o grito e o sangue dos inocentes clamam da terra até ao céu. Alguém tem de os escutar", defendeu ainda.
Para o Patriarca de Lisboa, "construir a paz não é apenas evitar conflitos. É reconhecer plenamente o outro como um irmão. Reconhecer-lhe direito a existir, a ser escutado, a ser protegido, a ser amado. Onde isto acontece, as armas perdem sentido e os corações endurecidos começam a ceder lugar à compaixão".
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