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O que aconteceu?

Os Estados Unidos lançaram esta sexta-feira ataques aéreos contra a Venezuela, incluindo em Caracas, e anunciaram a captura do presidente Nicolás Maduro e da sua mulher, numa operação sem precedentes que representa uma forte escalada da pressão norte-americana sobre o regime venezuelano. A ação surge após meses de campanha militar e política conduzida pela administração Trump, que acusa Maduro de narcotráfico, imigração ilegal e instabilidade regional, tendo inclusive anunciada uma recompensa de 50 milhões de dólares pela sua captura.

Como se chegou aqui?

Desde setembro que os EUA intensificaram a presença militar ao largo da Venezuela, realizaram ataques a alegados traficantes, apreenderam petroleiros venezuelanos e impuseram um cerco crescente, que Caracas interpreta como uma tentativa de acesso às maiores reservas de petróleo do mundo. As relações entre os dois países são tensas desde a era de Hugo Chávez e agravaram-se sob Maduro, acusado de governação autoritária, repressão política e violações graves dos direitos humanos.

A captura de Maduro apanhou o regime de surpresa e deixa o futuro do país em aberto. Especialistas alertam que a ausência de uma liderança clara pode conduzir a instabilidade prolongada, conflitos internos e uma nova vaga de refugiados, sem um desfecho imediato à vista.

Como os EUA justificam o ataque e a captura?

Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, o casal enfrenta acusações criminais em Nova Iorque, relacionadas com narcotráfico, devendo ser julgado em tribunais norte-americanos.

O secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou que Maduro está indiciado por tráfico de droga para os EUA, enquanto responsáveis republicanos indicaram que não são esperadas novas ações militares, agora que o líder venezuelano se encontra sob custódia norte-americana.

O que diz a Venezuela?

A Venezuela afirma que os EUA pretendem controlar os seus recursos naturais, nomeadamente petróleo e minerais, e pediu à comunidade internacional que condene a violação do direito internacional. O ministro da Defesa venezuelano prometeu resistência à “invasão”, enquanto líderes da oposição apelam ao apoio dos EUA para uma mudança de regime. Caracas acusa Washington de ataques a alvos civis e militares e apelou à mobilização popular contra o que classifica como uma agressão imperialista, alertando para o risco de instabilidade em toda a América Latina.

O que se sabe, para já, que vai acontecer?

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, confirmou que Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, vão enfrentar acusações criminais nos EUA após uma acusação formal no tribunal federal de Nova Iorque. Pam Bondi afirmou que o casal irá “enfrentar em breve todo o peso da justiça americana em solo americano”.

Segundo Pam Bondi, Maduro está acusado de conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse e conspiração para posse de metralhadoras e engenhos destrutivos contra os Estados Unidos. Embora Maduro já tivesse sido acusado em 2020, só agora foi tornado público que Cilia Flores também está formalmente indiciada.

Na declaração, Pam Bondi agradeceu ao presidente Donald Trump por exigir responsabilidades e elogiou as forças militares norte-americanas pela operação que levou à captura do casal, a quem se refere como alegados narcotraficantes internacionais.

"Nicolás Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, foram acusados formalmente no Distrito Sul de Nova Iorque. Nicolás Maduro foi acusado de conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos. Irão em breve enfrentar todo o peso da justiça americana em solo americano, nos tribunais americanos. Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao presidente Trump por ter tido a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, e um enorme agradecimento às nossas corajosas forças militares que realizaram a incrível e bem-sucedida missão de capturar estes dois alegados narcotraficantes internacionais."

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