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De acordo com o Agent-Based Model (ABM), o ex-secretário-geral do PS deverá obter 57,6% dos votos, contra 34,4% de André Ventura, numa margem de 23,2 pontos percentuais.

Segundo o ABM, a elevada taxa de abstenção surge como um dos fatores determinantes do resultado, estimada em 33,7%. O modelo identifica dificuldades significativas na mobilização dos eleitores cujos candidatos foram eliminados na primeira volta, sobretudo no centro-direita e à esquerda.

Entre os eleitores de João Cotrim de Figueiredo, a probabilidade de abstenção é de 33,13%, enquanto entre os apoiantes de Henrique Gouveia e Melo atinge 33,08%. No caso dos votantes de Luís Marques Mendes, a probabilidade de não participação é de 33,39%. À esquerda, os valores são mais elevados, com 38,05% entre os eleitores de Catarina Martins e 38,8% entre os de António Filipe.

A previsão resulta de mil simulações Monte Carlo e atribui um nível de confiança de 100% à vitória de Seguro, com uma taxa de sucesso igualmente total nas simulações realizadas. O desvio padrão registado é de ±0,6% para ambos os candidatos, indicando um cenário considerado estável pelo modelo.

Segundo a análise do Pulso Eleitoral, no plano político, André Ventura tem procurado afirmar-se como “líder da direita”, apelando ao voto dos “não socialistas” e à união do eleitorado de centro-direita. No entanto, essa estratégia enfrenta limitações, uma vez que o PSD anunciou que não dará qualquer indicação de voto para a segunda volta, posição confirmada pelo seu presidente, Luís Montenegro. Também Luís Marques Mendes recusou endossar qualquer candidatura, afirmando não ser “dono dos votos recebidos”.

Do lado oposto, António José Seguro tem recolhido apoios à esquerda. Catarina Martins anunciou o seu voto no candidato socialista, alertando para uma direita em “trumpização”, enquanto Jorge Pinto, do Livre, também declarou apoio e apelou ao seu partido para seguir a mesma posição.

Seguro tem sublinhado a natureza suprapartidária da sua candidatura, afirmando existir um “oceano de diferenças” face a André Ventura e defendendo que pretende ser “presidente de todos os portugueses”. O modelo destaca ainda que o ex-líder socialista obteve melhores resultados em distritos que votaram AD nas eleições legislativas.

De acordo com a simulação, o cenário aponta para uma escolha do eleitorado em favor da estabilidade democrática na segunda volta, apesar da polarização inicial. Ainda assim, a abstenção elevada surge como um sinal de alerta quanto ao afastamento de uma parte significativa dos eleitores, em particular entre os apoiantes de candidatos moderados afastados na primeira volta.

Uma sondagem, todos os dias

O 24notícias publica uma sondagem diária baseada no Pulso Eleitoral, uma plataforma desenvolvida pela Deployer.pt que combina Inteligência Artificial, modelação preditiva e simulações estatísticas para estimar as probabilidades de vitória nas eleições presidenciais.

Ao contrário das sondagens tradicionais, que captam apenas um instante no tempo, esta ferramenta funciona como um laboratório contínuo de cenários eleitorais: agrega todas as sondagens publicadas em Portugal, pondera a sua fiabilidade com base na recência, dimensão da amostra e histórico de precisão de cada empresa de sondagens, e cruza esses dados com a análise da cobertura mediática dos candidatos. A partir daí, o sistema corre 50.000 simulações diárias do ato eleitoral, introduzindo pequenas variações realistas, como margens de erro, flutuações de abstenção e transferências de votos de última hora.

O resultado não é uma intenção de voto, mas sim uma probabilidade de vitória, ou seja, a percentagem de vezes que cada candidato venceria se as eleições fossem repetidas milhares de vezes nas condições atuais.

Através de Inteligência Artificial avalia diariamente centenas de notícias e transcrições para medir o volume de atenção mediática de cada candidato e o sentimento da cobertura, positivo, negativo ou neutro, ajustando a tendência de cada candidato antes mesmo de isso aparecer nas sondagens.

Como o modelo é sensível à realidade em tempo real, as probabilidades podem mudar de um dia para o outro, refletindo novos acontecimentos políticos ou sondagens divergentes. Esta sondagem diária não recolhe intenções de voto, não faz entrevistas nem expressa opiniões políticas: é um modelo matemático, neutro e independente, concebido para ajudar a interpretar probabilidades, risco e incerteza no debate eleitoral, oferecendo um retrato dinâmico e atualizado do que poderia acontecer se o país fosse hoje às urnas.

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