Cinco anos depois do crime, ex-enfermeira condenada por homicídio foi encontrada na Indonésia
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Cinco anos depois do crime que chocou o país, Mariana Fonseca foi finalmente localizada. A ex-enfermeira portuguesa foi detida esta quinta-feira em Jacarta, na Indonésia, numa operação que envolveu a Interpol e as autoridades portuguesas.
Segundo a Polícia Judiciária, Mariana estava a viver na capital indonésia e trabalhava num café, acreditando estar fora do alcance da justiça portuguesa. A detenção aconteceu após meses de cooperação entre a PJ e a Interpol. As autoridades locais divulgaram esta sexta-feira imagens da operação e confirmaram que a portuguesa tinha um alerta vermelho internacional. Depois de interrogada, foi levada para um centro de detenção de imigrantes enquanto decorre o processo de deportação para Portugal, previsto para 9 de março.
O caso remonta a 2020, quando Diogo Gonçalves foi morto, desmembrado e o seu corpo escondido. Mariana Fonseca e Maria Malveiro, que na altura eram namoradas, foram acusadas do crime. Maria Malveiro acabaria por ser condenada e viria mais tarde a suicidar-se na prisão.
Na primeira decisão judicial, o Tribunal de Portimão absolveu Mariana Fonseca, considerando que tinha tido uma postura passiva e que até tentou reanimar a vítima. O Ministério Público recorreu, e o caso mudou de rumo: a Relação de Évora condenou-a a 25 anos de prisão e, mais tarde, o Supremo Tribunal de Justiça fixou a pena em 23 anos.
Quando o mandado de detenção foi emitido, em julho de 2025, Mariana já tinha desaparecido. As autoridades portuguesas perderam o seu rasto e foi necessário ativar mecanismos de cooperação internacional para a localizar.
Detida agora em Jacarta, a ex-enfermeira já terá contratado um advogado na Indonésia e pretende opor-se à extradição para Portugal, defendendo que não cometeu o crime pelo qual foi condenada. Entretanto, a Polícia Judiciária trata dos procedimentos legais para que possa regressar ao país e cumprir a pena decretada pelos tribunais portugueses.
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