“No Kings”: Protestos anti-Trump mobilizam milhares de norte a sul dos EUA
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Um vasto protesto contra o Presidente Donald Trump começou este sábado em Nova Iorque, e marcou o primeiro de mais de 2.500 eventos planeados em todo o território norte-americano, organizados pela coligação de grupos progressistas "No Kings", segundo a BBC.
Milhares de pessoas encheram a famosa Times Square, em Nova Iorque, num evento que pretendeu desafiar o que os organizadores consideram ser o autoritarismo de Trump. “O presidente pensa que o seu governo é absoluto”, pode ler-se no site da organização. “Mas na América, não temos reis e não vamos recuar perante o caos, a corrupção e a crueldade”.
Em junho, manifestações sob a mesma bandeira mobilizaram mais de cinco milhões de pessoas em todo o país, mantendo-se em grande parte pacíficas. No entanto, aliados de Trump acusaram os manifestantes de estarem ligados ao movimento de extrema-esquerda Antifa e criticaram o que chamaram de “rally de ódio à América”.
Governadores republicanos em vários estados colocaram tropas da Guarda Nacional em alerta, embora ainda não esteja claro quão visível será a presença militar. Sobre os protestos, Trump comentou num teaser de entrevista à Fox News: “Um rei! Isto não é a fingir. Vocês sabem – estão a referir-se a mim como rei. Não sou um rei.”
Em Washington DC, o senador de Vermont, Bernie Sanders, subiu ao palco para dizer que “este momento não se trata apenas da ganância de um homem, da corrupção de um homem ou do desprezo de um homem pela Constituição”. “Trata-se de um punhado das pessoas mais ricas do planeta, que, na sua ganância insaciável, sequestraram a nossa economia e o nosso sistema político para enriquecer à custa das famílias trabalhadoras de todo o país”.
Já em Chicago, o autarca Brandon Johnson disse que: "Não nos curvaremos, não nos curvaremos, não nos encolheremos, não nos submeteremos". “Eles decidiram que querem uma nova guerra civil”, acrescentou.
Também o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, juntou-se aos manifestantes em Nova Iorque:“Marchei orgulhosamente lado a lado com sindicatos e muitos outros cidadãos em Nova Iorque”, escreveu ele nas redes sociais. “Não temos ditadores na América. E não permitiremos que Trump continue a corroer a nossa democracia”.
Além dos EUA, manifestações de solidariedade estão a ocorrer em cidades europeias como Berlim, Madrid e Roma.
O evento deste sábado destaca-se pelo alcance e pela intensidade das críticas à presidência de Trump, ao mesmo tempo que sublinha a mobilização cívica e cultural de grupos progressistas contra o que consideram tendências autoritárias.
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