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O primeiro abalo foi registado por volta das 12h14, a 15 km de profundidade, e o segundo às 12h16, apenas a 2 km de profundidade. O epicentro foi na região de Alenquer.

Fonte do 24notícias na zona de Alenquer descreve o momento dos sismos. "Estava sentada e senti tudo a tremer. Levantei-me e pus-me debaixo da secretária, mas ao mesmo tempo pensei que talvez fosse só um camião a passar. Porque não era só tremer, era barulho também. Depois saí e quando estava de pé senti de novo. Parecia que o chão se estava a mexer".

Também na zona de Torres Vedras os abalos foram sentidos. "Comecei por ouvir uma zoada e depois a mobília abanou. Corremos para a porta da rua e os vizinhos à volta também foram aparecendo a perguntar se era um sismo. Depois voltou a tremer e a ouvir-se um grande barulho", diz outra testemunha.

Em Sobral de Monte Agraço e Lisboa, a situação não foi diferente. "Estava ao telemóvel com um colega, comecei a ouvir um barulho estranho, o cão começou a andar de um lado para o outro e senti uma coisa estranha que nem sei bem explicar. Calei-me durante uns segundos até que o meu colega, que estava em Lisboa, começou a dizer que estava a sentir um sismo".

O que diz o IPMA?

"Foi registado, nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 4.1 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 4 km a Oeste-Noroeste de Alenquer", diz o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

"Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais", pode ler-se.

O abalo "foi sentido com intensidade máxima V (escala de Mercalli modificada) no concelho de Alenquer (Lisboa). Foi ainda sentido com menor intensidade nos concelhos de Montemor-o-Novo (Évora), Alcobaça, Batalha, Bombarral, Caldas da Rainha, Leiria, Óbidos, Peniche (Leiria), Arruda dos Vinhos, Azambuja, Cadaval, Cascais, Lisboa, Loures, Lourinhã, Mafra, Oeiras, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras, Vila Franca de Xira, Amadora, Odivelas (Lisboa), Portalegre (Portalegre), Benavente, Cartaxo, Constância, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Tomar (Santarém), Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal (Setúbal)".

O IPMA recorda que "a localização do epicentro de um sismo é um processo físico e matemático complexo que depende do conjunto de dados, dos algoritmos e dos modelos de propagação das ondas sísmicas. Agências diferentes podem produzir resultados ligeiramente diferentes. Do mesmo modo, as determinações preliminares são habitualmente corrigidas posteriormente, pela integração de mais informação. Em todos os casos acompanhe sempre as indicações dos serviços de proteção civil".

Entretanto, o IPMA regista mais duas réplicas de magnitude 2.2 e 2.4 na escala de Richter às 15h15 e às 15h16, respetivamente.

A réplica de maior dimensão foi sentida "com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada) nos concelhos de Arruda dos Vinhos e Vila Franca de Xira (Lisboa). Foi ainda sentido com menor intensidade nos concelhos de Benavente e Salvaterra de Magos (Santarém).

Site do IPMA com falhas

O site do IPMA esteve sem funcionar e regressou agora numa versão simplificada com as primeiras informações sobre este sismo.

Já em fevereiro de 2025 o mesmo aconteceu depois do sismo em Lisboa, e em dezembro repetiu-se com o sismo em Celorico da Beira.

Em fevereiro, o 24notícias dava conta da preocupação do Movimento Iniciativa CpC - Cidadãos pela Cibersegurança que criticava o facto do site do IPMA ter ido abaixo alguns momentos após o sismo sentido em Lisboa.

"Hoje, 17 de fevereiro de 2025, pelas 13:24, foi sentido em Lisboa um abalo sísmico de magnitude 5.8/5.0 (tendo durado 6 segundos). Um sismo desta escala pode causar danos moderados a construções mal estruturadas, incluindo fissuras e quedas de objectos. Embora raramente cause colapsos, pode gerar pânico, interrupções nos serviços e deslizamentos de terra em áreas montanhosas", começa por salientar o Movimento, dando exemplo do que sucedeu no passado recente.

"Perante uma ocorrência deste tipo seria de esperar que o site do IPMA fosse a principal, mais fiável e segura fonte de informação. Infelizmente não foi (e: de novo). O mesmo já tinha aliás acontecido em agosto de 2024. O site do IPMA tornou a não aguentar a carga dos utilizadores que procuraram saber o que se passava e que não conseguiram informação do site", afirmaram, referindo que "ao mesmo tempo o site da Google mostrava o alerta, a vermelho, para a ocorrência sísmica".

A Iniciativa CpC - Cidadãos pela Cibersegurança diz mesmo que "quando acontecer o grande sismo que se sabe que irá acontecer – mais cedo ou mais tarde – os sistemas do IPMA não serão resilientes ao aumento de acessos (supondo que as redes móveis e de internet resistem) e, provavelmente, ao próprio sismo.".

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