• Alívio? Qual alívio?

    No começo, também suspirei de alívio: um ecologista conseguira vencer a escalada, aparentemente imparável, da extrema-direita nas eleições austríacas, numa segunda volta renhida até ao último minuto. Mas foi só no começo.
  • Uma oportunidade única

    A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai receber mais um reforço de capital, a conta já vai em quatro mil milhões e não está ainda fechada, para tapar buracos que continuam por resolver, para dar a almofada necessária a um novo presidente, António Domingues, e a uma nova gestão. Serão quatro mil milhões
  • Angola não é nossa e a banca nunca foi

    A memória dos 500 anos de colonização portuguesa é preciosa numa semana em que João Salgueiro comparou a actual situação da banca em Portugal às ex-colónias. João Salgueiro, 81 anos, além de um economista reputado, foi Ministro de Estado e das Finanças, vice-governador do Banco de Portugal e preside
  • Um aeroporto com nome

    Uma coisa é certa: dei por isso. Terça-feira passada, aterrando em Lisboa depois de alguns dias fora, o habitual discurso da assistente de bordo da TAP incluía uma novidade - saudava os passageiros à chegada ao "Aeroporto Humberto Delgado". Nem Portela, nem Lisboa. Humberto Delgado. Desde sábado, di
  • As notícias fazem mal à saúde?

    Rolf Dobelli (1966, Lucerna, Suiça), formado em filosofia, saltou para a fama na Alemanha com livros de leitura simples sobre bom desempenho no trabalho. 'The Art of Thinking Clearly' vendeu mais de 500 mil exemplares e está traduzido em 30 países, entre os quais Portugal, onde está disponível como
  • As 35 horas... e mais qualquer coisinha

    António Costa distribuiu promessas antes das eleições, e acrescentou mais umas quantas para garantir o apoio do BE e do PCP, veremos rapidamente a que custo. A aplicação das 35 horas semanais na Função Pública foi uma delas, injustificada, injusta, populista, pensada para garantir os votos dos "elei
  • Aqui mesmo ao lado

    "Os canais e os meios mudam, mas o jornalismo continua a ser o mesmo: procurar a notícia, decidir da sua relevância, exercer o contraditório com rigor, contá-la bem e publicá-la com liberdade". As 34 palavras que fecham o editorial de ontem do diário espanhol El País, assinalando os seus 40 anos de
  • Um dia para a coragem de informar

    Machado de Assis é um dos mais notáveis e inspiradores escritores na língua portuguesa. Cronista acutilante, ele definiu, em meados do século XIX, a imprensa como "a verdadeira forma de república do pensamento." Machado foi mais fundo no esquadrinhar do papel da imprensa: "É a reprodução diária do e
  • A reflexão dos manifestos bancários

    Vem aí mais um grupo que quer uma reconfiguração da banca portuguesa e até tem um site oficial, com personalidades que, elas próprias, já tiveram o poder de influenciar o desenho do sistema financeiro, e fizeram-no, não necessariamente da melhor forma, como se constata hoje. O que quer este novo gru
  • Vamos pôr Portugal no sítio

    Um dos argumentos que sempre me tirou do sério naqueles tempos em discutíamos a troika e que Portugal não era a Grécia residia, precisamente, na certeza acintosa e moralista com que esta frase era dita. Portugal não era a Grécia, porque a Grécia estava (e está) cheia de gregos e os gregos são aquele
  • Mudar, o verbo que não muda

    Tudo indica que amanhã, em Lisboa, vai voltar a viver-se o caos que há uns meses paralisou literalmente a cidade: os taxistas voltam à rua com uma concentração às 8 horas e, a partir das 9, uma marcha lenta até à Assembleia da República, onde querem ser recebidos por António Costa. Florêncio de Alme
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