A campanha Relationchip, lançada pela APAV, levantou questões éticas sobre desinformação, gatilhos psicológicos e os limites da criatividade na comunicação social.
A campanha do "produto" Relationchip gerou controvérsia nas redes sociais, mas hoje a APAV revelou ser uma campanha de sensibilização para os comportamentos abusivos normalizados entre jovens.
Uma jovem de 17 anos ficou gravemente ferida depois de, alegadamente, ter sido agredida na escola que frequentava pelo ex-namorado e atual namorada deste, ambos detidos na segunda-feira.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou no ano passado 1.023 vítimas de violência no namoro, 322 dos quais pediram ajuda enquanto ainda estavam na relação, sendo a maioria mulheres.
A PSP recebeu, em cinco anos, 9.923 denúncias por violência no namoro, anunciou hoje em comunicado a força de segurança, que tem em curso nas escolas a campanha de sensibilização "No Namoro Não Há Guerra". Também a GNR tem uma campanha em curso.
Quando duas pessoas se relacionam, partem da sua essência humana de busca primária de Segurança. Esta é a base que permite crescer, só em Segurança o Amor floresce.
No dia em que as ruas se enchem de corações, os restaurantes de casais felizes e em que o amor sai à rua, há um contexto negro em crescimento no país, mas que não tem lugar nas montras ao pé das caixas de bombons: a violência no namoro não só está a aumentar, como está mais grave.
Os deputados aprovaram hoje a audição da ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, da GNR, PSP e de outras entidades sobre “o aumento de casos de violência no namoro” em Portugal.
Quase sete em cada dez jovens que participaram num estudo sobre violência no namoro acha legítimo o controlo ou a perseguição na relação e quase 60% admitiu já ter sido vítima de comportamentos violentos.
O Governo tem a partir de hoje uma nova campanha contra a violência no namoro, dirigida aos mais jovens e com a parceria do cantor AGIR e de influenciadores digitais, para esclarecer comportamentos e divulgar linhas de apoio.
O Observatório da Violência no Namoro (ObVN) recebeu nos últimos três anos 284 denúncias, das quais 266 de jovens mulheres, sendo que 91,9% dos agressores são homens e em 11,6% das situações relatadas as vítimas correram risco de vida.
O Governo lançou hoje uma campanha, com a colaboração do Movimento “Não é Normal”, que pretende educar os jovens para o que é ou não um comportamento aceitável no namoro e lançar as bases para quebrar ciclos de violência.
Um estudo de âmbito nacional realizado pela UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, hoje divulgado, no Porto, revelou que 67% dos jovens aceitam como natural pelo menos um comportamento de violência no namoro.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) recebeu em 2019 um total de 900 denúncias de violência entre namorados e mais de 1200 denúncias de violência entre ex-namorados, foi hoje divulgado.
Dia 14 de fevereiro, dia dos Namorados, foi a data escolhida pela Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade para lançar a campanha #NamorarMemeASério. O objetivo é expor comportamentos que são sinais claros de situações de violência, quer seja física, psicológica ou sexual.
A PSP recebeu mais de 600 queixas por violência no namoro em seis anos, tendo 2018 totalizado o maior número de participações, 118, indicou hoje aquela força de segurança.
O Movimento Democrático de Mulheres (MDM), em parceria com a Universidade de Aveiro (UA), lançou esta sexta-feira um jogo destinado a adolescentes para ‘smartphone’ e computador que visa, entre outros objetivos, prevenir a violência no namoro.
Mais de 86% dos alunos de sete escolas do Porto manifesta ser contra a violência doméstica e no namoro, revela hoje um estudo promovido por uma associação de defesa dos direitos das mulheres, que abrangeu cerca de 500 estudantes.
O parlamento aprovou esta sexta-feira a equiparação do homicídio qualificado no namoro ao mesmo tipo de crime ocorrido em relações de conjugalidade e incluiu os jornalistas nas profissões de proteção acrescida.