Foi uma noite em claro na Turquia. Depois de uma facção do exército turco anunciar, na televisão pública, que tinha tomado o poder no país - declarando a lei marcial e o recolher obrigatório - seguiram-se horas de confrontos entre os designados golpistas e os partidários do presidente Erdogan.
O presidente turco, Recep Tayyp Erdogan, garantiu que os responsáveis pela tentativa de golpe militar desta sexta-feira, 15 de julho, "vão pagar um preço elevado".
O Ministério Público de Istambul pediu entre um a cinco anos de prisão por "propaganda terrorista" a favor da rebelião curda para um professor universitário britânico que vive na Turquia há 25 anos, de acordo com os meios de comunicação locais.
O presidente turco Recep Erdogan afirmou ontem que a Turquia tinha deportado em julho de 2015 um dos bombistas suicidas responsáveis pelos ataques a Bruxelas, segundo a Reuters. No entanto, o homem acabou por ser libertado, já na Bélgica, por não haver provas de qualquer ligação a grupos terroristas
O Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos afirmou esta quinta-feira que as expulsões coletivas previstas no projeto de acordo entre a União Europeia e a Turquia para travar o fluxo de migrantes na Europa são ilegais.
O governo turco que ontem esteve em Bruxelas a fazer-se caro, com exigências políticas e financeiras no bazar montado na cimeira da Europa – que tem estado bloqueada pela crise dos refugiados – é o mesmo que se dá mal com as liberdades, em especial a de informação.
A Turquia afasta-se do horizonte europeu e resvala cada vez mais para o Médio Oriente dilacerado pela intolerância, pelo autoritarismo e pelo sectarismo. No começo deste século XXI, o movimento era o oposto: a Turquia, com reformas democráticas e fulgurante crescimento da economia, aproximava-se da