Mário Mourão saiu antes do fim, dizendo não ter "condições para continuar". Maria do Rosário Palma Ramalho recusa fixar prazo para as negociações sobre a revisão laboral, mas garante que não se vão "eternizar".
As confederações patronais vão afinal estar presentes na reunião desta segunda-feira com a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho e a UGT sobre as alterações à lei laboral.
O Governo convocou para quarta-feira, 18 de fevereiro, uma reunião com os parceiros sociais no Ministério do Trabalho, em Lisboa, mas sem a presença da CGTP, uma das centrais sindicais com assento na concertação social. Em causa está a discussão das alterações à legislação laboral.
O primeiro-ministro destacou hoje a centralidade da concertação social em Portugal, após ter recebido em São Bento as confederações patronais, que suspenderam a sua participação neste órgão em protesto face à ação do Governo.
Os líderes das confederações patronais admitiram hoje, na sequência de uma reunião com o primeiro-ministro, em São Bento, regressar à concertação social, considerando que ficaram esclarecidas questões que motivaram a suspensão da sua participação neste órgão.
O Presidente da República recebe hoje os representantes das quatro confederações patronais, a poucos dias de o parlamento poder chumbar a descida da Taxa Social Única (TSU) para os empregadores, após acordo em Concertação Social.
As confederações patronais admitem o aumento do salário mínimo para os 540 euros desde que lhes garantam uma redução de 1% na Taxa Social Única (TSU) a cargo dos empregadores para os trabalhadores que recebem a remuneração mínima.