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As quatros confederações patronais tinham confirmado a notícia avançada pelo Observador à Lusa, que não iriam "estar presentes na reunião desta tarde" com a ministra do Trabalho e a UGT, contudo, nova informação diz que "afinal vão estar presentes na reunião".
Num comunicado conjunto, a CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal, a CCP - Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, a CIP - Confederação Empresarial de Portugal e a CTP - Confederação do Turismo de Portugal expressam “profundo desapontamento” com a decisão do Secretariado Nacional da UGT, tomada no dia 9 de abril, de rejeitar o texto que lhe foi apresentado.
As confederações referem que a proposta rejeitada não corresponderia à versão mais recente discutida no processo negocial, sublinhando que esta foi construída ao longo de várias reuniões entre as partes e ainda carecia de validação final. Acrescentam ainda que, nas posições públicas posteriormente assumidas, a UGT terá ignorado “avanços consensualizados” e procurado reabrir matérias que já se encontravam fechadas.
No mesmo documento, as organizações patronais consideram inaceitáveis os comportamentos que imputam à central sindical, defendendo que o processo deveria ter decorrido com “integridade, respeito mútuo e boa-fé”. Criticam ainda o impacto da situação na confiança construída ao longo de mais de 200 horas de negociações, durante as quais afirmam ter sido possível melhorar significativamente a proposta inicial do Governo.
As confederações sublinham que participaram no processo negocial com o objetivo de contribuir para uma reforma laboral que reforce a competitividade da economia, garantindo simultaneamente o respeito pelos direitos dos trabalhadores, e destacam a vontade de alcançar entendimentos estáveis.
No comunicado, as organizações dizem ainda receber com agrado a disponibilidade do Presidente da República para reunir com as confederações patronais, encontro no qual pretendem apresentar os resultados alcançados até à versão mais recente do documento.
As quatro confederações acrescentam que a proposta final resultante das negociações é substancialmente diferente da versão inicial apresentada pelo Governo e afirmam que esta terá reunido um amplo grau de aceitação por parte dos negociadores da UGT.
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