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A energia nuclear volta a impor-se?
A energia nuclear, que após o desastre em Fukushima tinha entrado em progressivo apagão, volta agora à equação na busca de recursos energéticos disponíveis. O preço do gás natural, que a especulação está a fazer disparar todos os dias, e a necessidade de ganhar a batalha do clima, recoloca o nuclear -
As eleições italianas dão fôlego ao centro-esquerda e castigam Salvini. Uma nova líder emerge à direita
O mapa político de Itália mudou com as eleições municipais neste fim de semana: deu implantação ao centro-esquerda, que está ganhador nas grandes cidades (vitória à primeira volta em Milão, Bolonha e Nápoles, favoritismo para a segunda volta em Roma e Turim) e castigou o soberanismo nacionalista de -
Alemanha: A hora do centro-esquerda, verde e liberal
Angela Merkel cultivou nos 16 anos à cabeça do governo a liderança em modo seguro, cauteloso, estável, previsível. É criticada por falta de políticas visionárias. -
O nada pacífico Pacto do Pacífico
A França está em fúria por motivos económicos e comerciais, geopolíticos e diplomáticos. -
O herdeiro de Angela Merkel está à esquerda
Após dois dos três debates entre candidatos a chefe do governo e a duas semanas das eleições gerais, cresce a probabilidade de, após os últimos 16 anos com Angela Merkel, a Alemanha voltar a ter um social-democrata como chefe do governo, necessariamente de coligação. -
11 de setembro: aquele dia de infâmia
Passadas duas horas sobre o início do incontrolável pesadelo daquele dia de infâmia, 11 de setembro de 2001, para além da dor pela certeza da morte de tantas mulheres e homens, a angústia também era a de saber o que viria a seguir. -
O ISIS-K alarma mais do que os taliban
O desafio de terror do ISIS-K a praticar e exportar extrema violência cruel tem contornos muito mais indomáveis do que o de setores mais obscurantistas dos taliban cuja direção política em Cabul precisa de parecer civilizada e apresentável para merecer indispensáveis apoios internacionais. Por saber -
Do Afeganistão ao Haiti, a falta que o jornalismo faz
Seria de esperar que o terramoto com magnitude 7,2, que há uma semana desmoronou tanta vida no Haiti, tivesse abalado também o resto do mundo. Mas toda a atenção no espetáculo da informação foi desviada para o Afeganistão, que antes era um outro lugar gasto e por isso desvalorizado no fluxo do embal -
Estes taliban poderão ser diferentes?
O que vai acontecer nos próximos tempos no Afeganistão? Vai voltar a valer a interpretação mais cruel da Sharia, como aquela que chama à lapidação de mulheres que alguém acusa de serem adúlteras ou a que faz decepar a mão de quem se presume ter roubado? As meninas vão voltar a ser proibidas de ir à -
O voto de Veronika na última ditadura europeia
Lukashenko é o último dinossauro político que resta na Europa com modos que são os da velha ditadura soviética. Ele sobrevive no poder e pratica uma repressão cada vez mais dura e indigna porque tem o apoio de Putin. -
A Europa com vistas curtas para sul
Em dias de horizonte sem nuvens, de Kelibia, cidade costeira com belas praias no nordeste da Tunísia, avista-se a ilha italiana de Pantelária, a sul da Sicília. Avista-se, portanto, a Europa. Mas a União Europeia muitas vezes tem vistas curtas e pouco ou nada faz para impedir o colapso da única demo -
A valentia de Simone Biles: ela, acima dos interesses do COI
Esperava-se que Simone Biles marcasse estes Jogos em Tóquio. Está de facto a fazê-lo, ainda que sem ser na competição, mas pela atitude. -
Máscaras e vacinas: conciliar a liberdade com o dever
Os que recusam a vacina, que rejeitam o certificado de vacinação e que não aceitam medidas preventivas como o uso de máscara, estão a roubar liberdade aos outros na comunidade. A liberdade apela à solidariedade. -
Os Jogos do isolamento e do medo
Quando, na próxima sexta-feira, na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, a chama olímpica entrar no estádio nacional de Tóquio o ambiente vai ser estranho, inaudito. O protocolo anti-Covid impõe que tudo aconteça sem público, portanto, que o desfile dos atletas do mundo aconteça sem vozes nem a -
Haiti: O estado falhado na ilha dos escravos
Devastado pela violência da corrupção, por gangues armados e até pela natureza (ciclones e terramotos), com vasta maioria dos 11 milhões de habitantes no sofrimento de absoluta pobreza, o Haiti já era um país com estado falhado e falido antes de, na semana passada, o presidente ter sido assassinado. -
A vergonha do Canadá pelo passado recente
O 1.º de julho costuma ser dia de grande festa no Canadá, com muito fogo-de-artifício. É o dia nacional, celebra o nascimento da nação, em 1867, como Confederação Canadiana, por proclamação da rainha Vitória, soberana britânica. Neste 2021, o recolhimento substituiu a festa. -
O risco de dançar com o vírus
Já sabemos o suficiente para podermos concluir que a atitude de cada pessoa é determinante para conseguirmos dominar a pandemia. A máscara é maçadora, mas largá-la é perigoso. Apetece-nos abraçar pessoas que encontramos, mas este desejo pode tornar-se uma ameaça porque o vírus continua por aí. -
Indultos para o reencontro
Os indultos que concedem a liberdade imediata aos nove dirigentes independentistas catalães que o Supremo Tribunal de Espanha tinha condenado a penas entre os 9 e os 13 anos de cadeia, por si só, não resolvem o conflito de Catalunha. Mas sem estes indultos o conflito continuaria na mesma a gerar ten -
Afinal, a direita está viva em França. A de Chirac, não a de Le Pen
Há muita gente que em França se sente excluída da democracia conduzida pelo Estado. Esse sentimento ficou evidente com o surgimento, no final de 2018, do movimento dos coletes amarelos que alastrou com fúria por toda a França. A confirmação desse desapego surgiu neste domingo com 67% do eleitorado a -
Sánchez escolheu a negociação em vez da imposição. Direitas acusam-no de trair Espanha
Está à vista o apaziguamento do conflito catalão, embora à custa de mais dramatização da inflamação política entre os muito polarizados blocos de direita e de esquerda em Espanha. -
Se não consegues vencê-los, tira-lhes o voto. É o choque de sempre entre a América dos brancos e a América de todos
Foi preciso esperar 100 anos para que um presidente dos Estados Unidos da América viajasse a Tulsa, Oklahoma, para homenagear os 300 afro-americanos massacrados por brancos. Tudo aconteceu após uma acusação, que depois se verificou ser falsa, de agressão sexual de um sapateiro negro a uma jovem bran -
Espanha outra vez à beira de um ataque de nervos
A Catalunha é uma questão que já está outra vez a meter a Espanha política e social sobre brasas. Tratar o conflito catalão requer políticos valentes, com dimensão de estadistas, capazes para se desligarem de cálculos eleitorais e abrirem a negociação. É o grande desafio para Pedro Sánchez ao ousar -
Quem pára o último ditador em funções num país europeu?
Lukashenko, ao mandar um Mig-29 militar para intercetar um Boeing 737 da Ryanair e obrigá-lo a aterrar para assim apanhar e sequestrar um passageiro que não cometeu qualquer crime, mas que é um opositor, confirmou que a Bielorrússia tem um regime político intolerável e que deve ser reconhecida a raz