Um estudo com mais de 61.000 funcionários da Microsoft, nos Estados Unidos, mostra que quando todos trabalham remotamente a tempo inteiro a comunicação e a colaboração são afetadas.
O direito a desligar do trabalho traduz-se na separação entre a vida pessoal e profissional do trabalhador, a fim de salvaguardar a saúde física e mental. Contudo, o teletrabalho veio esbater esta divisão — e muitos trabalhadores temem sofrer represálias se recusarem trabalhar "fora de horas".
O regime de teletrabalho deve manter-se "sempre que possível" como medida para reduzir contactos e contribuir para controlo da pandemia de covid-19, disse hoje a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.
O Governo emitiu um despacho, publicado hoje em Diário da República, onde clarifica que o teletrabalho na administração pública é incompatível com a prestação de trabalho nos serviços de atendimento ao público.
O conceito tem mais de 20 anos, cresceu muitos nos anos antes da pandemia e ganha de novo terreno na era do trabalho híbrido. Para os curiosos em experimentar, o LACS abre hoje as portas em Lisboa e Cascais sem qualquer custo.
Os trabalhos parlamentares terminaram esta semana, mas para a próxima sessão legislativa, a terceira desta legislatura, transitam vários temas em discussão na Assembleia da República, como a eutanásia, a corrupção, o teletrabalho ou a reestruturação do SEF.
Os peritos consultados pelo Governo propõem a manutenção do teletrabalho sempre que possível até que se ultrapasse os 85% da população com vacinação covid-19 completa, altura em que admitem o fim da lotação reduzida no interior dos restaurantes.
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública manifestou hoje ter "sérias dúvidas" quanto ao recurso sistemático ao teletrabalho no Estado, defendendo que qualquer decisão sobre a matéria não pode ter como consequência o desaparecimento de serviços públicos.
O primeiro-ministro tirou hoje fotografias, que publicou nas redes sociais, mostrando a sua participação por videoconferência no Conselho de Ministros, por se encontrar em isolamento profilático na sequência de contacto com caso positivo de covid-19.
O teletrabalho e o direito a desligar estão previstos em apenas sete das 169 convenções coletivas publicadas em 2020, ano em que o trabalho à distância foi massificado devido à pandemia, segundo um relatório publicado hoje.
O teletrabalho deve manter o princípio do acordo entre trabalhador e empregador, mas com possibilidade de reversão do mesmo, segundo a atualização do Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho, agora em consulta pública.
O Conselho Nacional das Confederações Patronais (CNCP) defendeu hoje que a obrigatoriedade do teletrabalho termine em 14 de junho, manifestando a "mais frontal reprovação" face a uma medida considera ser "desproporcional, inconstitucional e errada".
Menos de metade dos portugueses ainda estava em teletrabalho em março, um ano após o início da pandemia de covid-19, mas a grande maioria preferia continuar a trabalhar a partir de casa, de forma integral ou em regime misto.
O teletrabalho vai manter-se obrigatório em todos os concelhos de Portugal até 13 de junho, coincidindo com a prorrogação da situação de calamidade, precisou hoje fonte do Governo.
Cerca de 700 nómadas digitais vivem atualmente na Madeira e mais de 7.000 manifestaram interesse em deslocar-se a prazo para a região, anunciou hoje o secretário regional da Economia, Rui Barreto.
O secretário de Estado Adjunto do Trabalho defendeu hoje que o país não pode passar "de um momento para o outro" de um quadro de teletrabalho obrigatório para um sem quaisquer restrições, sublinhando que a pandemia ainda não acabou.
A CIP -- Confederação Empresarial de Portugal defende que a compensação pelo aumento dos custos com o teletrabalho deve ser definida por acordo entre trabalhador e empregador, segundo um documento a que a Lusa teve hoje acesso.
Atualmente, o regime de teletrabalho é obrigatório em todo o país até 16 de maio, mas o executivo deverá estender a obrigatoriedade até ao final do mês.
Os deputados têm dois meses para conseguir um acordo para regular o teletrabalho, depois de o parlamento ter adiado, por 60 dias, a votação de projetos dos partidos.
Todos os partidos e deputados com projetos de lei para regular o teletrabalho apresentaram um requerimento para baixar à comissão da especialidade, sem votação, estas iniciativas legislativas por um período de 60 dias.
O BE defendeu hoje que a regulação do teletrabalho existente “é frágil e não protege convenientemente quem trabalha”, sendo urgente mudar a lei, criticando que os projetos do PS e PSD por, em vez de consagrarem obrigações, “definirem possibilidades”.
O teletrabalho vai deixar de ser obrigatório em todo o território continental a partir de dia 17, mantendo-se a obrigatoriedade apenas nos concelhos de risco de transmissão da covid-19, definidos pelo Governo.
A regulação do teletrabalho e os direitos dos trabalhadores neste regime vão a discussão no parlamento esta quarta-feira, com 10 projetos de lei dos partidos em debate na generalidade.
O PS afirmou hoje que o projeto de lei sobre o teletrabalho "foi bem aceite pelos parceiros sociais", mesmo com dúvidas em relação a certas soluções, mostrando-se disponível para acolher em sede de especialidade algumas das propostas apresentadas.