A defesa do ex-diretor da Polícia Judiciária Militar pediu segunda-feira que sejam "tiradas ilações" sobre o comportamento do coronel Manuel Estalagem e sobre a credibilidade de testemunhos prestados por pessoas com responsabilidades durante o julgamento do processo Tancos.
O ex-diretor da Polícia Judiciária Militar Luis Vieira foi hoje condenado por violação de segredo de justiça ao pagamento de uma multa de 2.400 euros, no Tribunal Criminal de Lisboa.
A ex-procuradora-geral da República Joana Marques Vidal reiterou hoje que a “investigação paralela” da PJ Militar ao furto do armamento de Tancos foi “completamente ilegal” e insistiu que a competência exclusiva para investigar o crime era da PJ.
O ex-diretor da PJ Militar negou hoje ter agido contra a lei e assumiu que voltaria a tomar as mesmas decisões, no caso da recuperação do armamento furtado de Tancos, alegando que era um desígnio nacional.
O ex-inspetor da Polícia Judiciária Militar (PJM) Vasco Brazão, arguido no processo Tancos, disse hoje em julgamento que teve instruções do diretor da PJM para não incluir pormenores sobre a descoberta do material furtado de Tancos no relatório do piquete.
O major Vasco Brazão negou hoje ter feito um acordo de impunidade com o autor do furto do material dos paióis de Tancos e mostrou-se arrependido de não ter comunicado à Polícia Judiciária a recuperação do armamento.
O despacho do Ministério Público sobre segredo de justiça no caso de Tancos não está no processo que acusa o ex-diretor da PJM Luís Vieira de o violar, levando a procuradora de julgamento a pedir hoje a sua inclusão.
O ex-diretor da Polícia Judiciária Militar e arguido no processo de Tancos Luis vieira, vai ser julgado por violação de segredo de justiça por ter partilhado informações da investigação com o antigo ministro da Defesa e outros militares.
O Tribunal de Santarém não conseguiu notificar a testemunha Paulo Lemos, conhecido como “Fechaduras”, para hoje ser ouvido no processo de Tancos, onde chegou a ser arguido.
O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, enalteceu hoje o desempenho das Forças Armadas no combate à pandemia de covid-19, considerando que o caso de Tancos, em julgamento, não é representativo da instituição militar.
As próximas sessões do julgamento de Tancos foram canceladas depois de um dos advogados ter testado positivo ao novo coronavírus, o que obrigou o Tribunal de Santarém a acionar o Plano de Contingência e a desinfetar a sala.
O Presidente da República manifestou-se hoje convicto de que Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa, não sabia do reaparecimento das armas de Tancos, e assinalou a "coincidência temporal" desse acontecimento com a remodelação governamental na sequência dos incêndios.
O sargento da GNR de Loulé Lima Santos, arguido no caso de Tancos, negou hoje em tribunal que houvesse um acordo com o autor confesso do furto e informador em troca de sinalizar o local do armamento.
O primeiro-ministro disse acreditar que Azeredo Lopes, arguido no processo de Tancos, desconhecia a alegada encenação na recuperação das armas e a investigação paralela da PJ Militar e enaltece a lealdade do seu ex-ministro da Defesa.
O investigador da Polícia Judiciária Militar major Pinto da Costa revelou hoje que o seu superior coronel Estalagem lhe pediu para mentir aos procuradores do Ministério Público sobre o armamento furtado em Tancos ter sido recuperado devido a uma chamada anónima.
O ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, arguido no processo de Tancos, afirmou hoje que a ex-procuradora-geral da República nunca o alertou que a Polícia Judiciária Militar (PJM) estava a fazer uma investigação paralela ao furto das armas.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prestou hoje depoimento por escrito como testemunha no caso de Tancos, na sequência de diligência que lhe foi transmitida pelo juiz do processo.
O autor confesso do furto de Tancos estranhou quando foi anunciado que a recuperação do material se deveu a uma chamada anónima, já que tinha sido ele a revelar à GNR o local onde o tinha escondido.
O mentor do furto de armas de Tancos, João Paulino, disse hoje em julgamento que militares da GNR lhe disseram que se entregasse o material roubado, "nada lhe acontecia" e que o ministro da Defesa acompanhava o assunto.
O advogado de João Paulino, que hoje confessou ser o autor do furto das armas em Tancos, declarou que o arguido saiu da audiência de julgamento de "consciência tranquila", por "ter esclarecido o tribunal sobre tudo o que se passou".
O arguido João Paulino contou hoje em tribunal, com muitos pormenores, a forma como ele e mais dois arguidos assaltaram dois paióis de Tancos, a 28 de junho de 2017, referindo desconhecer que material de guerra continham.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, confirmou hoje que irá depor por escrito como testemunha no processo sobre o furto de armas de Tancos e que tornará público o seu depoimento.
Os arguidos Válter Abreu e Filipe Sousa entraram hoje em contradição no julgamento do caso de Tancos e um advogado pediu para que fossem anuladas as declarações de ambos no inquérito.
O mandatário do ex-diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM) Luís Vieira disse hoje, em Santarém, que os elementos da PJM entendem que o despacho da Procuradora Geral da República que atribuiu a investigação do caso de Tancos à PJ “é ilegal”.