Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 da União Europeia (UE) reúnem-se hoje em Bruxelas para abordar os últimos desenvolvimentos no Médio Oriente, nomeadamente a queda do regime sírio, mas também focando atenções na Geórgia e na Ucrânia.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou hoje disponibilidade para fornecer à Síria cereais e outros produtos agrícolas como ajuda humanitária, uma semana após o derrube do chefe de Estado Bashar al-Assad, aliado de Moscovo.
As igrejas de Maalula, uma cidade ancestral cristã síria, reabriram hoje, uma semana após o fim do regime de Bashar al-Assad, que traz um novo ciclo de incerteza aos seus habitantes e medo do regresso dos extremistas islâmicos.
Cerca de 30 camiões com ajuda humanitária entraram hoje no norte da Síria vindos da fronteira com a Turquia, informou a televisão síria, controlada pelo novo governo interino criado após a queda do regime de Bashar al-Assad.
Mais de 60 ataques israelitas atingiram locais militares em poucas horas em toda a Síria, quase uma semana após a tomada de Damasco por uma coligação armada, avançou uma organização não governamental (ONG).
O chefe de Estado-Maior General do exército israelita, Herzi Halevi, defendeu que o objetivo dos ataques na Síria é "garantir a segurança de Israel" e não uma ingerência nos destinos do país vizinho.
O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, defendeu hoje que "a melhor solução" é que os sírios que se refugiaram no Líbano regressem a casa, após a queda do regime do Presidente sírio Bashar al-Assad.
Israel bombardeou hoje armazéns de armamento do antigo regime sírio nos arredores de Damasco, após ter efetuado durante a noite um grande número de ataques a outros alvos militares em diferentes pontos daquele país árabe.
O líder insurgente sírio, Ahmed al-Charaa, garantiu hoje não estar interessado em entrar em conflito com Israel e apelou à intervenção urgente da comunidade internacional para travar a escalada israelita contra o país árabe.
A Turquia convenceu a Rússia e o Irão a não intervirem na Síria, durante a ofensiva dos rebeldes que levou à queda do regime ditatorial no país, afirmou hoje o ministro turco dos Negócios Estrangeiros.
O exército dos Estados Unidos (EUA) resgatou um cidadão desaparecido há sete meses na Síria, um dos milhares de libertados das prisões do antigo Presidente Bashar al-Assad esta semana pelos rebeldes, informou hoje um responsável norte-americano.
A população de Damasco encheu hoje as ruas da cidade com as novas bandeiras nacionais, respondendo ao pedido do líder dos rebeldes sírios para uma grande celebração na primeira sexta-feira santa após a queda do regime de Bashar al-Assad.
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, reafirmou hoje o compromisso dos Estados Unidos da América (EUA) com a segurança do Iraque, durante uma visita não anunciada a Bagdad com o propósito de analisar a situação na vizinha Síria.
Infame "matadouro de Assad" enfim libertado e onde ainda se procuram sobreviventes, a prisão de Saydnaya, no norte de Damasco, serviu durante décadas para degradar e torturar milhares de presos políticos, que em muitos casos acabavam na forca.
Os rebeldes liderados por islamistas tomaram bases militares e centros de distribuição do estimulante do tipo anfetamina, que inundou o mercado oculto em todo o Médio Oriente e ainda no norte de África.
Um dirigente sírio, chefe de uma prisão na capital da Síria, Damasco, entre 2005 e 2008, e que está nos Estados Unidos há quatro anos, foi acusado de tortura, anunciou a justiça federal norte-americana.
Portugal tem cerca de 1.500 refugiados sírios e quer que a Comissão Europeia coordene a resposta dos países da União Europeia (UE) em relação à suspensão do estatuto de proteção temporária, anunciou hoje o Governo.
Nas ruínas de um anfiteatro da base de Mazzeh, ao sudoeste de Damasco, Riad Halak recorda as torturas que sofreu enquanto procura provas da sua detenção naquela que foi a sede do poderoso serviço de inteligência da Força Aérea Síria.
Quatro dias após a queda de Bashar al-Assad numa ofensiva liderada por islamistas, os novos governantes da Síria tentam tranquilizar a comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, cujo chefe da diplomacia viajou esta quinta-feira à Jordânia para pedir uma transição "inclusiva".
Os líderes do G7 garantiram hoje que apoiarão "plenamente" um futuro governo sírio, desde que o processo de transição na sequência do derrube do regime de Bashar al-Assad seja no sentido de "uma governação credível, inclusiva e não sectária".
A administração autónoma curda do leste da Síria anunciou hoje a adoção da bandeira da independência da Síria, depois de uma coligação de grupos armados ter tomado o poder no domingo em Damasco, onde a sua bandeira passou a ser hasteada.
Na principal fronteira entre o Líbano e a Síria, vagas de refugiados sírios regressam ao seu país acabado de se libertar da tirania de Bashar al-Assad, mas, no sentido inverso, centenas de pessoas acumulam-se em fuga da incerteza.
Ahmed Hussein al Shara, líder rebelde sírio que derrubou o Presidente Bashar al Assad, garantiu hoje desde Damasco que os rebeldes conseguiram "reunificar os sírios" face às ameaças de divisão do país.