A associação que representa as empresas de produção e distribuição de dispositivos médicos alertou esta sexta-feira para o risco de escassez desses produtos em Portugal, caso a guerra no Médio Oriente se prolongue. Hospitais já relatam dificuldades a comprar luvas e consumíveis.
As empresas portuguesas de rações, que registavam um aumento contínuo dos custos das matérias-primas desde 2021, estão hoje a braços com preços "loucos" face à guerra na Ucrânia e anteveem impactos em toda a cadeia alimentar.
A escassez e elevado custo das matérias-primas e dos fretes marítimos está a constranger seriamente a atividade industrial, da metalurgia ao mobiliário, têxtil e calçado, que não conseguem responder às crescentes encomendas e já admitem recorrer ao ‘lay-off’.
O ministro do Ambiente afirmou hoje que a poluição é a questão ambiental que menos o preocupa pois é um problema que se resolve, ao contrário da escassez de matérias primas para a qual "não existe plano B".