O Tribunal Central Criminal de Lisboa condenou esta terça-feira Ricardo Salgado a uma pena única de 13 anos de prisão, suspensa na sua execução, no âmbito dos processos EDP e Operação Marquês.
O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou hoje a condenação a 10 anos de prisão do antigo ministro Manuel Pinho, por ter sido corrompido pelo ex-banqueiro Ricardo Salgado, punido com seis anos e três meses de cadeia.
O administrador da REN disse hoje que vai aguardar o parecer da Comissão de Ética da empresa, a quem deu esta terça-feira conhecimento de que foi acusado por corrupção no caso EDP.
A EDP teve um benefício indevido superior a 840 milhões de euros, segundo a acusação do processo EDP/CMEC, que advoga que a empresa deverá ser condenada a pagar ao Estado português "o valor das vantagens" obtidas.
A acusação do processo EDP/CMEC concluiu que o ex-administrador da EDP António Mexia firmou um "pacto" corruptivo com o ex-ministro Manuel Pinho que causou mil milhões de euros de prejuízo ao Estado e consumidores de eletricidade.
O antigo ministro da Economia Manuel Pinho, hoje acusado de corrupção passiva no processo EDP/CMEC, disse que "todo o processo foi oficialmente escrutinado pela Comissão Europeia" e que não precisou "da ajuda de ninguém" para ensinar em universidades estrangeiras.
António Mexia e João Manso Neto, ex-líderes do Grupo EDP, foram hoje acusados pelo Ministério Público de prática de crime de corrupção ativa. No mesmo caso também são visados o ex-ministro da Economia Manuel Pinho e outros arguidos.
A defesa do ex-banqueiro Ricardo Salgado garantiu hoje que não existem provas que justifiquem uma condenação no julgamento do Caso EDP, lembrando ainda que o seu cliente não é a mesma pessoa devido à doença de Alzheimer.
A defesa do ex-ministro da Economia Manuel Pinho criticou hoje a atuação do Ministério Público (MP) no Caso EDP, comparando a acusação a uma “galinha moribunda” que o procurador vê como “um cisne branco a voar”.
O advogado do ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) Ricardo Salgado pediu hoje a realização de uma nova perícia ao ex-banqueiro, visando a suspensão de uma eventual pena no julgamento do Caso EDP, mas o tribunal adiou a decisão.
O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) deu hoje razão parcial ao recurso de António Mexia e Manso Neto, no caso EDP, contra as medidas de coação decretadas pelo então juiz de instrução criminal Carlos Alexandre.
A defesa do ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, invocou hoje a “dignidade humana” para se opor a questões do tribunal no julgamento do Caso EDP, permitindo apenas a identificação durante cerca de 10 minutos.
O antigo presidente do Grupo Espírito Santo (GES), Ricardo Salgado, vai comparecer hoje em tribunal para prestar declarações no julgamento do Caso EDP, após a perícia médica a que foi sujeito ter indicado que o ex-banqueiro pode ser interrogado.
O tribunal rejeitou o pedido de renovação da perícia neurológica a Ricardo Salgado apresentado pela defesa e convocou para 09 de fevereiro o ex-presidente do Grupo Espírito Santo para prestar declarações, caso queira, no julgamento do Caso EDP.
A defesa do ex-banqueiro Ricardo Salgado pediu a renovação da perícia médico-legal realizada para o julgamento do Caso EDP, além de mais esclarecimentos dos peritos, apontando vícios que evidenciam “insuficiências, incoerências e contradições” nos relatórios apresentados.
O advogado José Miguel Júdice disse hoje em tribunal ter revisto o acordo do ex-governante Manuel Pinho para a cessação de funções executivas no BES e admitiu que a questão da reforma aos 55 anos gerou alguma tensão.
José Sócrates esteve no Campus de Justiça, em Lisboa, para depor no Caso EDP. O antigo primeiro-ministro, em declarações aos jornalistas à saída, criticou o Ministério Público (MP) e também a comunicação social.
O antigo primeiro-ministro José Sócrates recusou hoje que o seu Governo tenha favorecido o grupo Espírito Santo no caso EDP, considerando que tem sido um relato sem fundamento repetido pelo Ministério Público.
O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho assegurou hoje que nunca houve favorecimento ou tratamento preferencial ao ex-presidente do Grupo Espírito Santo (GES) Ricardo Salgado, nem enquanto liderou o Governo, nem enquanto foi administrador da Fomentinvest.
O antigo primeiro-ministro Durão Barroso considerou hoje em tribunal que era preciso ser “um génio político” para antever, antes de rumar à presidência da Comissão Europeia (CE) no verão de 2004, que o PS iria assumir o Governo.
Os antigos primeiros-ministros José Manuel Durão Barroso, José Sócrates e Pedro Passos Coelho são hoje ouvidos no julgamento do caso EDP na qualidade de testemunhas.
O inspetor da Autoridade Tributária (AT) Paulo Silva confirmou hoje em tribunal a existência de “pagamentos pontuais” e de “um ordenado fixo” transferidos da conta da sociedade ES Enterprises para o ex-ministro da Economia Manuel Pinho.
O inspetor da Autoridade Tributária (AT) Paulo Silva confirmou hoje em tribunal a existência de “pagamentos pontuais” e de “um ordenado fixo” transferidos da conta da sociedade ES Enterprises para o ex-ministro da Economia Manuel Pinho.