Gabinete de Ventura investigado pela PJ após alegado desaparecimento de documentos. O que aconteceu e quais os próximos passos
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A Polícia Judiciária está a investigar o alegado desaparecimento de documentos e outros materiais do gabinete de André Ventura na Assembleia da República, depois de o líder do Chega ter denunciado uma suposta intrusão no espaço que ocupa no Parlamento.
O caso tornou-se público esta terça-feira, quando Ventura divulgou imagens do gabinete com documentos espalhados pelo chão, armários abertos e vários objetos fora do lugar. Segundo o presidente do Chega, o espaço terá sido remexido durante a ausência dos deputados e terão desaparecido documentos e suportes digitais.
A denúncia levou a Polícia Judiciária a realizar diligências no local, através da Unidade Nacional Contraterrorismo, para recolher elementos que permitam perceber o que aconteceu e se houve entrada indevida no gabinete parlamentar.
Que documentos desapareceram?
Segundo André Ventura, entre o material desaparecido estão documentos relacionados com a comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves, antigo diretor da Polícia Judiciária e atual ministro da Administração Interna, além de informação relacionada com o gabinete do primeiro-ministro.
O líder do Chega indicou ainda que terão desaparecido duas pens com informação, embora a investigação tenha agora de confirmar que materiais estavam efetivamente no gabinete e se foram retirados.
Ventura afirmou que ficou com a sensação de que "alguém estava à procura de alguma coisa" e considerou que o episódio pode estar relacionado com o conteúdo dos documentos desaparecidos.
O que vai fazer a investigação?
A Polícia Judiciária deverá agora tentar determinar vários pontos: se houve realmente uma entrada ilegítima no gabinete, quem teve acesso ao espaço, que objetos desapareceram e qual o eventual interesse nos documentos retirados.
Entre as diligências previstas estão a análise do local, recolha de vestígios, verificação dos acessos ao gabinete parlamentar e identificação de eventuais imagens de videovigilância ou registos de entrada no edifício.
Até ao momento, não há suspeitos identificados publicamente nem confirmação oficial sobre a autoria dos factos.
Assembleia da República acompanha situação
O caso está também a ser acompanhado pela Assembleia da República. O presidente do Parlamento foi informado da situação, enquanto a investigação criminal decorre para esclarecer as circunstâncias do alegado desaparecimento.
O episódio abre agora um debate sobre a segurança dos gabinetes parlamentares e sobre a proteção de documentação política existente dentro da Assembleia da República.
A investigação da PJ terá a última palavra sobre se houve crime, qual a dimensão dos materiais retirados e se o desaparecimento dos documentos está relacionado com os temas políticos apontados por André Ventura.
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