Trump garante que não fará "maus acordos" com o Irão
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Donald Trump afirmou este domingo que qualquer entendimento com o Irão será “bom e adequado”, numa altura em que continuam as incertezas sobre o avanço das negociações para pôr fim ao conflito.
O presidente norte-americano recorreu à rede Truth Social para defender as negociações em curso com o Irão e rejeitar críticas ao eventual acordo. Trump afirmou que, caso seja alcançado um entendimento, este será “bom e adequado”, distinguindo-o do acordo negociado durante a presidência de Barack Obama, que acusou de ter dado ao Irão “grandes quantidades de dinheiro” e um “caminho aberto” para obter uma arma nuclear.
Trump sublinhou ainda que o acordo “ainda nem sequer está totalmente negociado” e pediu que não fossem ouvidos os críticos, acrescentando: “Eu não faço maus acordos.”
Apesar das declarações do presidente norte-americano, continuam por resolver vários pontos das negociações. A agência iraniana Tasnim, citada pelo The Guardian, afirma que o governo dos Estados Unidos continua a bloquear algumas cláusulas do acordo, incluindo a questão do desbloqueio de ativos iranianos congelados.
Também a Axios e a CBS noticiaram que o entendimento não deverá ser assinado já este domingo, uma vez que permanecem detalhes por finalizar. Um alto responsável da administração Trump, citado anonimamente, afirmou que o governo iraniano “avança lentamente” e que poderão ser necessários vários dias até que o acordo obtenha todas as aprovações necessárias.
Segundo a Al Jazeera English, Teerão considera que Washington poderá estar a recuar em dois pontos essenciais das negociações: o descongelamento de ativos iranianos e a extensão do cessar-fogo ao Líbano. A mesma fonte refere que o Irão terá informado os mediadores, incluindo o Paquistão, de que não assinará qualquer memorando enquanto todas as cláusulas não estiverem totalmente acordadas e garantidas.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou ao The New York Times que houve “progressos significativos” e que vários países da região apoiam a abordagem dos Estados Unidos. Ainda assim, alertou que um acordo nuclear “não pode ser feito em 72 horas num guardanapo”.
Entretanto, Trump terá apelado a vários líderes árabes e muçulmanos para aderirem aos chamados Abraham Accords, segundo a Axios. Durante uma conversa com dirigentes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein, o presidente norte-americano terá defendido que um eventual acordo para terminar a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão poderia abrir caminho a novas normalizações diplomáticas com Israel.
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