Diplomacia entre EUA e Irão em suspenso. O que aconteceu?
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A situação diplomática entre os Estados Unidos e o Irão voltou a ficar num impasse depois de Donald Trump ter cancelado a deslocação de uma delegação a Islamabad.
Segundo a informação divulgada pela imprensa estatal iraniana IRNA, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, deverá regressar ao Paquistão após uma passagem por Omã, antes de seguir viagem para a Rússia.
Parte da delegação iraniana já regressou a Teerão para consultas internas sobre as condições necessárias para pôr fim à guerra, sendo esperado que os restantes elementos voltem a juntar-se a Araghchi em Islamabad no domingo à noite. Não foram revelados os temas específicos das futuras reuniões nem os interlocutores envolvidos.
Araghchi abandonou recentemente o Paquistão, descrevendo as conversações com responsáveis paquistaneses como “muito produtivas”, embora tenha manifestado dúvidas sobre a seriedade dos Estados Unidos no processo diplomático, afirmando que “ainda não viu se os EUA estão verdadeiramente empenhados na diplomacia”.
Entretanto, o cenário diplomático sofreu um revés significativo com a decisão de Donald Trump de cancelar a viagem da sua delegação a Islamabad, que incluía Steve Witkoff e Jared Kushner. O presidente norte-americano justificou a decisão com a duração excessiva das viagens e a ausência de um plano concreto para as conversações, sublinhando que os Estados Unidos “têm todas as cartas” e que não há intenção de avançar sem uma estratégia definida. Trump acrescentou ainda que, caso o Irão queira negociar, “basta telefonar”.
Este cancelamento deixa as negociações num estado de incerteza, após dias de especulação sobre possíveis contactos indiretos em Islamabad. O Paquistão tem desempenhado um papel de mediador entre Washington e Teerão, com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif a reafirmar o compromisso do país em facilitar o diálogo e promover a estabilidade regional. Sharif descreveu as conversações com o ministro iraniano como “cordiais” e destacou a importância da diplomacia para a paz na região.
Paralelamente, o contexto regional permanece tenso. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques “intensos” contra alvos do Hezbollah no Líbano, numa altura em que continuam as trocas de acusações entre as duas partes sobre violações de cessar-fogo. Israel afirma estar a atingir estruturas do grupo para proteger civis e militares, enquanto a situação na fronteira se mantém instável.
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