O Bloco de Esquerda disse esta quarta-feira que o limite no acesso às reformas antecipadas anunciado esta tarde pelo ministro do Trabalho não foi acordado com o partido e não consta da proposta de Orçamento do Estado para 2019.
Os trabalhadores com mais de 60 anos de idade, que tenham começado a trabalhar aos 16 anos e tenham 46 anos de descontos para a Segurança Social, podem reformar-se sem penalizações a partir de hoje.
O Governo compromete-se, na proposta sobre as Grandes Opções do Plano para 2019 (GOP2019), a continuar a revisão do regime das reformas antecipadas no próximo ano, mas não refere quando ficará concluído o processo.
O PCP pressionou hoje o Governo a cumprir as expetativas criadas de acabar com as penalizações nas reformas de trabalhadores com longas carreiras contributivas, mas desligou este processo da negociação do Orçamento do Estado.
Os pensionistas que auferem de um valor igual ou inferior a 643,35 euros vão receber este mês um aumento extraordinário de seis ou dez euros, conforme foi estipulado pelo Governo.
Os parceiros sociais e o Governo reúnem-se hoje à tarde na Concertação Social para discutirem o Programa Nacional de Reformas, segundo indicou o Conselho Económico e Social (CES).
A chegada de 2018 vai trazer alterações nos preços de vários bens e serviços, sendo esperados aumentos nos transportes, nas rendas de casa, nas portagens e nos refrigerantes, entre outros, mas também descidas, designadamente na eletricidade. Por outro lado, várias prestações sociais aumentam — entre
O ministro da Segurança Social afirmou hoje que a idade legal da reforma em 2019 deverá fixar-se nos 66 anos e cinco meses e salientou o aumento real do poder de compra dos pensionistas em 2018.
A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) exigiu hoje o aumento de todas as reformas e pensões, para que os idosos possam começar a recuperar o poder de compra já no próximo ano.
As reformas antecipadas pedidas este ano terão um corte à cabeça de 13,88%, tendo em conta os dados da esperança média de vida, de que depende o fator de sustentabilidade a aplicar àquelas pensões, hoje confirmados pelo INE.
O novo regime de reformas antecipadas apresentado pelo Governo aos parceiros sociais, que apenas elimina o corte para os trabalhadores com carreiras contributivas muito longas, deverá abranger quase 40.000 trabalhadores e custar 300 milhões de euros.
O Governo estima que o novo regime das reformas antecipadas, que elimina os cortes para os trabalhadores com carreiras contributivas muito longas, vai custar 300 milhões de euros e que, se for faseado, não compromete as contas da Segurança Social.
Mais de 18 mil trabalhadores poderão aceder à reforma antecipada aos 60 anos, sem penalização ou com desagravamento, já em 2017, desde que tenham 48 ou mais anos de descontos ou que tenham começado a trabalhar antes dos 15 anos.
O Governo propôs hoje aos parceiros sociais que os trabalhadores com pelo menos 48 anos de descontos para a Segurança Social e 60 anos de idade se possam reformar antecipadamente sem qualquer penalização.
Sindicatos e a Comissão de Trabalhadores dos CTT denunciaram hoje no parlamento a falta de dinheiro em caixa nos balcões para o pagamento de reformas e o incumprimento da confidencialidade nos postos agenciados pela empresa.
A líder do CDS-PP considerou hoje não haver nenhuma razão para que as pensões mínimas não sejam aumentadas em linha com as de valor mais elevado e disse esperar que a proposta do seu partido venha a ser aprovada.
As novas regras de antecipação da idade da reforma vão entrar em vigor no próximo ano, privilegiando as carreiras contributivas mais longas, refere o relatório da proposta do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017).
A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, disse hoje que o partido está a negociar com o Governo do PS um aumento de 10 euros para as pensões mais baixas.
O líder do PCP, em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF, confirmou que existe abertura por parte do governo para que exista um aumento generalizado das pensões.