O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) desafiou hoje o primeiro-ministro, em Portimão, à entrada do XXIII Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses, a não avançar com a municipalização da gestão das escolas.
O presidente do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA), José Pedro Gaspar, assumiu hoje estar disponível para negociar com o Governo Regional "até ao Natal", admitindo suspender a greve agendada para 3, 4 e 5 de janeiro.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, comprometeu-se hoje a analisar o caso de um grupo de professores que se manifestaram na praça dos Restauradores, Lisboa, no final da cerimónia comemorativa do 1.º de Dezembro.
O Governo continua sem revelar quantas vagas vai abrir para que os professores que reúnam condições acedam aos 5.º e 7.º escalões da carreira, mas contabiliza cerca de mil docentes com o tempo de serviço necessário, adiantou a FNE.
O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) quer que o acesso aos 5.º e 7.º escalões da carreira docente tenham quotas anuais definidas, como chegou a estar previsto numa negociação há alguns anos, mas que não se concretizou.
A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) e a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAD) reuniram na terça-feira à noite e manifestaram preocupações com as alterações previstas à lei sobre a educação especial.
A Federação Nacional da Educação (FNE) anunciou hoje o levantamento da greve à componente não letiva do horário dos professores, depois de na reunião com o governo ter obtido garantias de que a definição do horário será negociada.
Quase um quarto dos professores chegaria ao topo da carreira no próximo ano se o tempo de serviço congelado nos últimos sete anos for tido em conta, disse fonte do Governo à Agência Lusa.
A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) espera que o compromisso entre Governo e professores sirva para os docentes estarem "cada vez mais disponíveis" para debater outras questões, disse hoje o presidente desta organização.
O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Carlos Silva, afirmou hoje em Setúbal que as negociações do governo com os professores abrem caminho à negociação para reposição de direitos de todos os outros trabalhadores da administração pública.
A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, afirmou hoje que o acordo entre Governo e sindicatos para a contagem do tempo de trabalho dos professores "tinha de ser" e assumiu que esta medida deve abranger outros profissionais.
O Governo congratulou-se com o acordo alcançado com os sindicatos da educação para a reposição salarial do tempo de serviço congelado e diz que o compromisso assinado traduz “um modelo responsável, financeiramente sustentável”.
Governo e sindicatos da educação chegaram esta madrugada a um compromisso, que durante dez horas esteve pendente da discussão de pormenores, mas que conseguiu avanços e permite continuar negociações em dezembro sem comprometer nenhuma reivindicação dos professores.
A Frente Sindical de Docentes saiu hoje do Ministério da Educação sem acordo com o Governo, que propôs aos sindicatos que os professores apenas comecem a receber o valor correspondente à recuperação do tempo de serviço em 2020.
O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, reiterou hoje que a central sindical admite uma solução faseada de vários anos para os professores, mas alertou que esta terá de começar já a 01 de janeiro do próximo ano.
O candidato à liderança do PSD Pedro Santana Lopes defendeu que seria “inaceitável” que qualquer solução para os professores seja atirada para a próxima legislatura, considerando que tal seria um reconhecimento do Governo que não espera ser reeleito.
O Presidente da República afirmou que, "em democracia, as greves são um fenómeno natural", escusando-se a comentar a de hoje dos professores uma vez que diz respeito a situações que "diretamente se relacionam com o Orçamento do Estado".
O candidato à liderança do PSD Rui Rio defendeu hoje “uma posição de equilíbrio” entre as pretensões dos professores e as possibilidades do Governo, mas lamentou que tenha sido necessária uma greve para que se faça esse diálogo.
O PCP, o BE e o PEV manifestaram hoje apoio aos professores que se concentraram em frente à Assembleia da República, em dia de greve nacional, para exigir a contagem do tempo de serviço.
A deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa defendeu que as posições dos sindicatos de professores são "bons pontos de partida, aceitáveis", para uma negociação, expressando compreensão pelo protesto dos docentes.
Milhares de professores aprovaram, diante da Assembleia da República, uma resolução em que declaram a sua firme determinação em defender a recuperação dos mais de nove anos de serviço em que as carreiras estiveram congeladas.
O secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE) defendeu que não pode haver injustiças entre os trabalhadores da Função Pública, com uns a terem anos de carreira contabilizados e outros, como os professores, não.
A adesão à greve dos professores, que se realiza, ronda os 90%, de acordo com os dados recolhidos pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) no primeiro tempo da manhã.
Várias escolas da região do Porto estão hoje fechadas devido à greve dos professores, que a coordenadora do Sindicato dos Professores do Norte descreveu como “uma das maiores de sempre”, com “uma adesão esmagadora”.