Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai decidiram hoje suspender politicamente a Venezuela do Mercosul “por rutura da ordem democrática”, indicou em comunicado o mercado comum sul-americano.
Os países membros do bloco económico Mercosul divulgaram na noite de quarta-feira uma nota conjunta repudiando os "atos de violência que ocorreram na Assembleia Nacional da República Bolivariana da Venezuela".
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enalteceu hoje a visita oficial do Presidente do Paraguai a Portugal, declarando que a passagem de Horacio Cartes pelo país é "estratégica" e não "meramente emotiva".
A finalização do acordo de comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul é uma resposta à onda protecionista no mundo, considerou esta sexta-feira, em São Paulo, o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho.
O presidente argentino, Mauricio Macri, denunciou "violações de direitos humanos" na Venezuela e afirmou que, se continuarem, a posição da Argentina vai ser "de expulsão" do país do Mercosul, grupo de que está suspenso desde dezembro.
O ministro da Economia português disse hoje, num encontro com empresários em São Paulo, no Brasil, que um possível acordo com o Mercosul mostraria que a União Europeia, apesar da saída do Reino Unido, continua aberta ao mundo.
Os quatro países fundadores do Mercosul - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - decidiram assumir de forma conjunta a presidência da Mercosul, impedindo a Venezuela de o fazer. A Venezuela deveria ter assumido a presidência rotativa do grupo em julho e corre o risco de ser suspensa da organização.