O incêndio que deflagrou na sexta-feira à noite no concelho de Vidigueira (Beja) foi dominado pelos bombeiros ao início da manhã de hoje, depois de o combate mobilizar mais de 240 operacionais, revelou a Proteção Civil.
Mais de 240 operacionais combatiam hoje um incêndio que deflagrou na noite de sexta-feira no concelho de Vidigueira, distrito de Beja, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).
A fase 'Charlie' de combate a incêndios florestais, a mais crítica, começa hoje, apesar de ter existido um reforço de meios durante o fogo que deflagrou em Pedrógão Grande, segundo o Ministério da Administração Interna (MAI).
O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, considerou "deplorável" que tenha havido notícia "não desmentida" de que o Governo concentrou parte das suas preocupações nestes dias a medir o índice de popularidade.
A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, voltou a exigir "respostas políticas" relativamente à questão dos incêndios na zona centro e reiterou o desafio para que o Governo "ponha ordem na casa".
Autoridade Nacional de Proteção Civil alertou para o perigo de incêndio florestal nos próximos dias, com a subida gradual da temperatura máxima até segunda-feira e redução da humidade relativa do ar, sem retorno significativo durante a noite.
O parlamento aprovou hoje, com o voto contra do PCP e abstenção de PEV e PAN, o projeto-lei que cria a comissão técnica independente pedida pelo PSD para apurar os factos relativos aos incêndios que deflagraram em Pedrógão Grande.
O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, estimou hoje em 250 milhões de euros os prejuízos no concelho decorrentes do incêndio que vitimou 64 pessoas e que provocou mais de 200 feridos.
O presidente da Câmara de Castanheira de Pera disse hoje que foram identificadas 127 habitações, anexos e barracões afetados pelo incêndio no concelho e que ao nível das empresas com mais expressão há 60 postos de trabalho que foram atingidos.
O líder parlamentar do PSD acusou na quinta-feira à noite o Governo de "desbaratar a autoridade do Estado", apontando a descoordenação na resposta aos incêndios como exemplo, matéria em que Passos Coelho comparou o comportamento do executivo a "baratas tontas".
Pelo menos 40 empresas, envolvendo 350 postos de trabalho, foram afetadas pelos incêndios de Pedrógão Grande e concelhos limítrofes, estando 20% desses empregos em risco se não forem tomadas medidas, anunciou esta quinta-feira o Governo.
O PSD questionou hoje a falta de explicações por parte do Governo sobre os incêndios da região Centro, que causaram 64 mortes, com o PS e Bloco a acusarem os sociais-democratas de contradição e de desnorte.
Os incêndios que atingiram a região Centro destruíram milhares de colmeias e pasto das abelhas em vários concelhos, o que fará diminuir a produção de mel certificado da Serra da Lousã nos próximos anos, disseram hoje responsáveis do setor.
O PSD quer utilizar o debate de hoje sobre "A segurança, a proteção e a assistência das pessoas" na tragédia de Pedrógão Grande para "dar voz às preocupações" no terreno e fazer perguntas que considera ainda por responder.
O tom do debate quinzenal desta quarta-feira foi moderado, o primeiro-ministro e o presidente do PSD concordaram num mecanismo para indemnizar as vítimas dos incêndios e apenas a líder do CDS foi mais contundente.
A ministra da Administração Interna disse que se está a recolher, analisar e cruzar todos os dados do incêndio de Pedrógão Grande "desde a primeira hora", mas esta "é uma tarefa que leva o seu tempo".
Um homem de 39 anos confessou esta quarta-feira, no Tribunal de Aveiro, ter ateado nove incêndios florestais entre agosto e novembro de 2016, em Águeda, um dos concelhos mais fustigados pelos fogos no último verão.
O secretário-geral do PCP desafiou o primeiro-ministro a resgatar a floresta nacional como se fosse um banco, culpando a "política de direita" e os "ditames da União Europeia" pela situação atual, no debate quinzenal no parlamento.
A presidente do CDS-PP defendeu que "a confiança está destruída" enquanto o primeiro-ministro não tiver uma "palavra política" sobre a tragédia de Pedrógão Grande, perguntando por quem no Governo possa pôr "ordem na casa".
O Governo ordenou a aquisição, por ajuste direto, de antenas-satélite que permitam assegurar as comunicações de emergência em caso de destruição das redes primárias, anunciou esta quarta-feira o primeiro-ministro, António Costa.
A GNR levantou este ano 664 autos de contraordenação relacionados com a prevenção e proteção das florestas contra incêndios, quase o dobro em relação ao mesmo período de 2016, indicam dados da corporação enviadas à agência Lusa.
O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos disse à agência Lusa que na próxima semana já vão estar no terreno afetado pelos incêndios equipas das diferentes tutelas a definir apoios em função do levantamento feito.
O primeiro-ministro assegurou que, se se provar que houve responsabilidade objetiva do Estado na tragédia de Pedrógão Grande, será utilizado "um esquema expedito" de indemnização às vítimas que as dispense dos processos normais judiciais.
A Quercus e a Acréscimo consideram que o problema dos fogos florestais se deve à falta de vontade política dos governos para ações práticas e defendem a responsabilidade criminal para quem não cumpre a lei da defesa das florestas contra incêndios.