Cada vez menos alunos chumbam até ao 6.º ano, mas um em cada dez ainda repete de ano ou abandona a escola no 2.º ciclo e quase 15% chumbam até ao 4.º ano, num país ainda desigual.
Quase um quarto das escolas profissionais superou as expectativas de sucesso escolar ao longo de três anos consecutivos, apresentando taxas de conclusão dos cursos nos três anos previstos, ou seja, sem retenções, em valores acima da média nacional comparável.
A maioria dos alunos do 3.º ciclo e do secundário chumbou pelo menos um ano letivo ou num exame nacional, segundo dados do Ministério da Educação, que revelam que o insucesso aumentou no ano passado.
Mais de metade dos alunos do nono ano de escolaridade obteve nota negativa no exame de Matemática, enquanto a Português cerca de 87% alcançou uma classificou igual ou superior a 50%, indicou hoje o Ministério da Educação.
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, admitiu hoje que, caso o Governo não altere a sua posição, a luta dos professores poderá passar por “greves em tempos não letivos, de avaliações ou exames”.
Um estudo realizado na Universidade de Aveiro concluiu que os exames nacionais agravam desigualdades sociais e beneficiam o “mercado paralelo” dos centros de explicações.
A média das classificações da primeira fase dos exames do 9.º ano de Português e Matemática foi de 58 e de 53 pontos percentuais, respetivamente, subindo um e seis pontos percentuais face ao ano letivo anterior.
O ministro da Educação considerou hoje que houve “uma diferença de opinião” entre o Instituto de Avaliação Educativa e a Sociedade Portuguesa de Matemática quanto a critérios de classificação do exame de Matemática do 9.º ano, que já está ultrapassada.
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, garantiu hoje que o exame de Português do 12.º ano, cuja eventual fuga de informação está a ser investigada, não vai ser anulado.
O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) esclareceu hoje que “nada existe de errado” nos critérios de classificação do item 14 do exame de Matemática, estando em conformidade com o previsto, ao contrário do que afirma a Sociedade Portuguesa.
A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) denunciou hoje a existência de um erro na proposta de correção do exame do 9.º ano à disciplina, hoje realizado por quase 90 mil alunos finalistas do ensino básico.
É tempo de exames e enquanto dura esta ansiedade evita-se a próxima. Aos 17 anos, é legítimo ter dúvidas e não saber o que se quer fazer para o resto da vida. Aliás, o conceito do resto da vida é hoje tão móvel como tudo o resto.
A Federação Nacional de Educação (FNE) afirmou hoje respeitar a decisão do Colégio Arbitral de estabelecer serviços mínimos para a greve de 21 de junho, mas alerta que não reduz as razões da insatisfação dos professores.
Os exames de diagnóstico vão passar a poder ser prescritos sem recurso a papel e os médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderão receber os resultados diretamente por via eletrónica.
O governo de António Costa tomou posse há quatro dias e já é claro que uma das marcas da nova governação é mudar o que existe, qualquer que seja a área, sem avaliações e sem qualquer debate público. O fim apressado e até atabalhoado dos exames do 4º ano é o pior dos sinais e uma evidência de um dos