Onda de calor já é das mais severas de maio — e ainda não acabou
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A onda de calor iniciada a 20 de maio em Portugal continental já é a terceira com maior magnitude registada no mês de maio e poderá prolongar-se até aos primeiros dias de junho, segundo o ponto de situação divulgado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os dados atualizados até às 10h00 de 28 de maio indicam que 16 estações meteorológicas automáticas da rede do IPMA encontram-se em situação de onda de calor. Apesar de o período quente abranger praticamente todo o território continental, o fenómeno verifica-se sobretudo na região do Alentejo e Vale do Tejo. No Centro Litoral, a estação de Anadia também entrou em onda de calor.
Onde fez mais calor?
Durante este período foram registados 22 novos máximos da temperatura máxima do ar, um no dia 26 de maio e os restantes no dia 27. O IPMA destaca ainda um novo extremo absoluto para o mês de maio em Mora, onde foram registados 40,3°C.
As estações de Mora e Alvega ultrapassaram o anterior extremo absoluto de maio, fixado nos 40°C, valor registado no Pinhão a 30 de maio de 1953 e nas Termas de Monfortinho a 30 e 31 de maio de 2001.
Foram ainda registados quatro novos máximos da temperatura mínima do ar.
Em termos de duração média, o episódio classifica-se como o oitavo mais longo registado em maio, com 7,9 dias médios em onda de calor, abaixo do máximo de 9,7 dias registado em 1964.
Já no que diz respeito à magnitude média, o atual episódio surge como o terceiro mais intenso, com um valor de 68,9°C, apenas ultrapassado pelo registo de 1965, que atingiu 81,5°C.
O que esperar nos próximos dias?
Para os próximos dias, o IPMA aponta uma elevada probabilidade de mais locais entrarem em onda de calor, sobretudo nas regiões Norte e Centro interior. O instituto admite também a possibilidade de serem registados novos máximos de temperatura nessas regiões.
Segundo o prognóstico divulgado, existe forte probabilidade de a atual onda de calor se prolongar até ao início de junho e tornar-se na mais extensa temporalmente e de maior magnitude alguma vez registada em maio.
Quais as medidas para lidar com o calor?
Entre as principais orientações, a Direção-Geral da Saúde aconselha a ingestão frequente de água, mesmo sem sensação de sede, evitando bebidas alcoólicas e com cafeína. A autoridade de saúde recomenda ainda a permanência em ambientes frescos ou climatizados durante pelo menos duas a três horas por dia, bem como o encerramento de janelas, persianas e estores nos períodos de maior calor.
A exposição direta ao sol deve ser evitada, sobretudo entre as 11h00 e as 17h00. A DGS aconselha a utilização de protetor solar com fator igual ou superior a 30, devendo a aplicação ser renovada de duas em duas horas e após banhos na praia ou piscina.
A população é também incentivada a usar roupa clara, leve e larga, além de chapéu e óculos de sol com proteção ultravioleta. As atividades no exterior que impliquem esforço físico intenso, incluindo desporto e lazer, devem ser evitadas durante os períodos de maior calor.
Nas deslocações de carro, a DGS recomenda que as viagens sejam feitas nas horas de menor temperatura e alerta para o perigo de permanecer dentro de viaturas estacionadas ao sol.
O organismo sublinha ainda a necessidade de atenção especial aos grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, grávidas, doentes crónicos e trabalhadores no exterior. No caso das crianças, a DGS refere que devem beber água frequentemente e permanecer em locais frescos e arejados, acrescentando que bebés com menos de seis meses não devem ser expostos ao sol, direta ou indiretamente.
A autoridade de saúde apela também ao acompanhamento de idosos e pessoas isoladas, garantindo a sua hidratação e permanência em ambientes frescos.
A DGS aconselha ainda a população a manter-se informada sobre as condições meteorológicas e, em caso de emergência ou sintomas como suores intensos, febre, náuseas, vómitos ou alteração da pulsação, contactar o SNS 24 através do número 808 24 24 24 ou ligar para o 112.
“Para se proteger dos efeitos negativos do calor intenso mantenha-se informado, hidratado e fresco”, reforça a Direção-Geral da Saúde.
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