Bruxelas promete agir perante crise da habitação. Preços em Portugal atingem recordes históricos

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou novas medidas centradas na habitação para 2026, destacando que a acessibilidade das casas é essencial não só para garantir a competitividade europeia, mas também para travar o avanço da extrema-direita.

Num discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, von der Leyen afirmou que o elevado custo da habitação ameaça os valores europeus e o bem-estar dos cidadãos, questionando como pode a Europa ser competitiva se quem trabalha a tempo inteiro não consegue pagar uma casa perto do local de trabalho.

Entre as iniciativas previstas, segundo o Politico, estão a regulação dos arrendamentos de curta duração, como os alojamentos turísticos, a apresentar na primavera; um Plano de Habitação Acessível, previsto para dezembro, destinado a combater a especulação financeira sobre o parque habitacional; e uma futura Lei dos Serviços de Construção, que pretende simplificar regras e acelerar a construção de novas habitações.

A Comissão e o Parlamento Europeu encaram a crise da habitação como um problema social e político de grande escala, que tem alimentado o crescimento da extrema-direita em vários países, como os Países Baixos, onde o Partido da Liberdade de Geert Wilders venceu as eleições de 2023, e Portugal, onde o Chega se tornou a principal força da oposição ao explorar o descontentamento face à escalada dos preços das casas.

Em Portugal, os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística mostram que os preços da habitação continuam a subir de forma acentuada. Entre abril e junho de 2025, o valor mediano atingiu um recorde de 2065 euros por metro quadrado — a primeira vez que o país ultrapassa a barreira dos 2000 euros.

O aumento foi de 5,8% face ao trimestre anterior e de 19% em relação ao mesmo período de 2024, a maior variação desde 2019. As transações também cresceram 15,6%, com mais de 41 mil casas vendidas. Lisboa (4865 €/m²) e Cascais (4346 €/m²) mantêm-se como os municípios mais caros, enquanto Vila Nova de Gaia, Coimbra e Amadora registaram as maiores subidas. Em termos regionais, o Baixo Alentejo teve o crescimento mais expressivo, com quase 39%, embora continue a apresentar um dos preços mais baixos do país, com 882 euros por metro quadrado.

Os compradores estrangeiros continuam a pagar valores significativamente mais altos — em média, 2750 euros por metro quadrado, contra 2042 euros pagos por compradores nacionais, avança o Expresso. A diferença é particularmente acentuada em Lisboa, onde chega aos 62%, e no Porto, onde atinge 29%. No conjunto, a evolução confirma que a habitação se tornou uma das principais preocupações sociais e económicas em Portugal e na União Europeia, levando Bruxelas a preparar medidas concretas para tentar conter a especulação e melhorar o acesso à casa.

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