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Em comunicado, a estação afirmou que lamenta a "forma, o tom, a descontextualização e a manipulação grosseira com que as palavras da apresentadora estão a ser interpretadas e disseminadas".
"Em nenhuma circunstância, e naturalmente Cristina Ferreira, concordaria com a banalização de um qualquer crime e muito menos, o incentivaria ou desvalorizaria. Violações ou sexo sem consentimento só podem ser objeto de repulsa e de condenação", pode-se ler no comunicado.
Para a TVI, "uma coisa é uma pergunta formulada no exercício das suas funções de apresentadora, com o intuito de proporcionar oportunidade para a expressão do repúdio que atos perpetrados por violadores, outra é manifestar uma opinião crítica. A pergunta aconteceu, o comentário não e muito menos a expressão de banalização do crime. Outra coisa também é a impunidade com que a ofensa gratuita e leviana se espalha , sem controlo, sobretudo nas redes sociais. Os tribunais a quem se recorrerá tratarão de repor a justiça".
Cristina Ferreira, durante uma emissão recente do programa Dois às 10 na TVI, levantou a hipótese de que, em determinados contextos, um pedido para parar poderia não ser claramente compreendido.
"Mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve... claro que tem de ouvir, mas alguém entende aquele: 'Não quero mais?'", questionou a apresentadora.
A reação pública foi imediata, com vários comentários nas redes sociais a acusarem a apresentadora de desvalorizar o princípio de que o consentimento deve ser claro e inequívoco. Entre as principais críticas está a ideia de que declarações deste tipo podem contribuir para a culpabilização das vítimas e para a diluição da responsabilidade dos agressores.
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