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A iniciativa, que nasceu para recuperar olivais abandonados, convida turistas e empresas a “apadrinhar” oliveiras centenárias da região, criando um vínculo direto com a natureza e com a história local, que remonta às antigas Rotas Mouriscas. Uma das referências maiores é a Oliveira do Mouchão, situada nas Mouriscas, considerada a árvore mais antiga de Portugal.
Além de contribuir para a conservação da paisagem, o projeto impulsiona o chamado olivoturismo – experiências turísticas centradas na oliveira, na azeitona e no azeite. Quem adere ao programa tem a oportunidade de visitar os olivais, acompanhar de perto o crescimento das árvores apadrinhadas e participar em provas de azeite produzido a partir dessas mesmas colheitas.
Como forma de reconhecimento, padrinhos e madrinhas recebem até dois litros de azeite virgem extra por ano. Mais do que uma recordação, trata-se de um gesto simbólico que representa o contributo direto para a recuperação de um património natural e cultural de valor inestimável.
“Ao apadrinhar uma oliveira, o visitante não está apenas a desfrutar da beleza de Abrantes, está a investir na sua sustentabilidade, a ajudar a prevenir incêndios, a criar emprego local e a proteger a biodiversidade. É o turismo na sua forma mais transformadora”, sublinha João Morgado, diretor executivo do projeto, em comunicado.
A meta da organização é recuperar 10.000 oliveiras. Até ao momento, já foram salvas mais de quatro mil árvores, graças ao apoio de cidadãos e empresas. O apadrinhamento pode ser feito através de um donativo anual de 35 ou 60 euros no site oficial.
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