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A leiloeira Christie's afirmou ao canal britânico Sky News que esta é a terceira vez que o ovo estabelece um recorde de preço para um objeto Fabergé. Margo Oganesian, diretora do departamento de arte russa da casa de leilões, descreveu-o como “a ‘Mona Lisa’ das artes decorativas”, sublinhando tratar-se de uma peça extraordinária de técnica e design. A Christie's acrescentou que o Ovo de Inverno é “amplamente considerado um dos ovos de Páscoa mais originais e artisticamente inventivos que Fabergé criou para a família imperial”.
Criado por Peter Carl Fabergé e pela sua empresa — responsáveis por mais de 50 ovos imperiais entre 1885 e 1917 — o ovo contém no interior uma pequena surpresa: um cesto removível com flores de quartzo que simbolizam a primavera. O czar Nicolau II encomendou-o em 1913 como presente de Páscoa para a sua mãe, a imperatriz viúva Maria Feodorovna. Foi um dos dois ovos desenhados pela artista Alma Pihl, sendo o outro atualmente propriedade da família real britânica.
O percurso do ovo até ao recorde atual é igualmente notável. Nos anos 1920, o objeto foi comprado por apenas 450 libras por um negociante londrino, numa altura em que as autoridades soviéticas venderam várias peças do património russo para obter receitas. Mudou de proprietário várias vezes e chegou a ser considerado perdido, reaparecendo em leilões da Christie’s em 1994 e 2002 — ocasiões em que também estabeleceu recordes para obras Fabergé. O novo valor supera de forma expressiva o anterior recorde: 8,9 milhões de libras, pagos em 2007 por um ovo criado para a família bancária Rothschild.
De acordo com a Christie’s, o design do Ovo de Inverno simboliza a ressurreição e a passagem do inverno para a primavera, reforçando a ligação ao significado da Páscoa. Dos mais de 50 ovos imperiais produzidos, 43 sobrevivem atualmente, a maior parte preservada em museus.
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