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Entre os documentos agora tornados públicos consta um email datado de 16 de agosto de 2001, enviado por uma pessoa identificada como “The Invisible Man” e assinado apenas com a letra “A”, que investigadores acreditam corresponder ao antigo príncipe André. A Sky News refere que essa conclusão resulta da análise do endereço eletrónico utilizado, associado ao duque de York na lista de contactos de Epstein.

Na mensagem, enviada a Ghislaine Maxwell, o autor escreve: “Como está Los Angeles? Já me encontraste novos amigos inapropriados?”. O email menciona ainda “as raparigas” e refere que estariam “completamente destroçadas” num campo de verão da família real em Balmoral.

Andrew Mountbatten-Windsor negou anteriormente todas as acusações relacionadas com Epstein.

Outro email agora divulgado sugere que Ghislaine Maxwell terá organizado atividades para o “The Invisible Man” durante uma viagem ao Peru. Numa mensagem reenviada, Maxwell escreve: “Acabei de dar ao André o teu número de telefone. Ele está interessado em ver as linhas de Nazca. Pode montar, mas não é o seu desporto favorito, ou seja, dispensa os cavalos”.

A mensagem acrescenta ainda: “Algum turismo, algum turismo de duas pernas (leia-se: inteligentes, bonitas, divertidas e de boas famílias) e ele ficará muito feliz. Sei que posso confiar em ti para lhe proporcionares um ótimo momento e que só lhe apresentarás amigos em quem possas confiar”.

O contexto destas mensagens não é claro e, segundo a Sky News, não existe qualquer indicação de comportamento criminoso.

Referências a Donald Trump

Os novos ficheiros incluem também um email datado de 7 de janeiro de 2020, enviado por um procurador cuja identidade foi ocultada, que acusa Donald Trump de ter viajado no avião privado de Epstein “muitas mais vezes do que anteriormente tinha sido noticiado”.

Segundo esse documento, Trump “figura como passageiro em pelo menos oito voos entre 1993 e 1996, incluindo pelo menos quatro voos em que Maxwell também esteve presente”. O próprio Departamento de Justiça sublinha que constar como passageiro não indica qualquer ilícito.

Trump negou qualquer irregularidade na sua relação com Epstein.

Entre os ficheiros consta ainda um relatório do FBI com uma alegação não verificada de um motorista de limusinas, que afirmou ter ouvido Trump falar em “abusar de uma rapariga” em 1995. Grande parte do testemunho foi censurada, incluindo a identidade do autor.

O Departamento de Justiça afirmou que alguns documentos agora divulgados “contêm alegações falsas e sensacionalistas feitas contra o Presidente Trump pouco antes das eleições de 2020”, esclarecendo: “Para que fique claro: as alegações são infundadas e falsas e, se tivessem um mínimo de credibilidade, já teriam sido usadas politicamente.”

Foi também divulgado um postal atribuído a Epstein, no qual se lê: “O nosso presidente também partilha o nosso amor por raparigas jovens e viçosas.” No entanto, o FBI confirmou posteriormente que o postal é falso, apontando, entre outros fatores, o facto de ter sido carimbado três dias após a morte de Epstein.

Apesar da nova vaga de documentos, acredita-se que ainda existam muitos ficheiros relacionados com Epstein por divulgar. A demora tem gerado críticas e ameaças de ação judicial contra o Departamento de Justiça.

O prazo para a divulgação integral dos documentos já expirou, mantendo a polémica em torno da gestão do caso Epstein.

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