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Antes mesmo de começar o concerto, já se percebia quem tinha vindo celebrar os 30 anos dos Pólo Norte. Nas bancadas da Super Bock Arena multiplicavam-se as “selfies de pai” tiradas por casais que pareciam ter acompanhado a banda desde os anos 90: um público cuja média etária rondava os 50 anos e que conhecia cada refrão de cor.
O espetáculo começou com um vídeo que revisitou os primeiros anos da banda, seguido por um timelapse que acelerava a passagem do tempo até ao presente. A entrada de Miguel Gameiro e dos Pólo Norte podia ter sido mais dramática, mas bastaram poucos minutos para a energia do público tomar conta da sala.
Logo na segunda música, “Deixa o Mundo Girar”, a plateia mostrou ao que vinha. A canção transformou rapidamente a arena num coro coletivo.
“O mundo tem falta de amor. É preciso amor”, disse Miguel Gameiro a certa altura, numa das várias interações com o público ao longo da noite. Entre canções, o vocalista mostrou um humor constante, leve e próximo do público, quase de “tio”, no melhor sentido da palavra. As piadas e comentários espontâneos ajudaram a criar um ambiente descontraído durante todo o concerto.
“Esta canção não passa na rádio porque a rádio não passa música de velhos”, atirou a certa altura, arrancando gargalhadas da plateia.
Mesmo sem a sala completamente esgotada, o público impressionou pelo volume com que cantou grande parte das músicas, provando que muitas delas continuam bem vivas na memória coletiva.
Convidados especiais e clássicos
Como prometido, a celebração contou com vários convidados. Miguel Ângelo subiu ao palco para interpretar “Grito” e ainda “Aquele Inverno”, reforçando a ligação histórica entre os Pólo Norte e os Delfins.
Mais tarde, foi a vez de Olavo Bilac aparecer para cantar “Aprender a Ser Feliz”, um dos momentos em que o público se levantou das cadeiras para acompanhar a música. Pelo meio houve ainda espaço para “Fala‑me de Amor”, clássico da música portuguesa, e até um curioso interlúdio reggae com “Pim Pam Pum”.
A noite contou ainda com a presença de Pedro Abrunhosa, que se juntou à banda para interpretar “Lua” e “Abraço”. Mais tarde, Miguel Gameiro voltou a cantar “Abraço” no meio do público, percorrendo a plateia e distribuindo abraços a vários fãs, incluindo nos balcões. Também na música “A Dança”, Miguel Gameiro decidiu convidar o público a subir ao palco, transformando o momento numa pequena festa improvisada.
O grande momento da noite
O momento mais inesperado do concerto estava ainda por chegar. Enquanto caminhava pela plateia, Miguel Gameiro deixou uma frase enigmática: “Vocês não vieram só ver um concerto”.
Segundos depois, a explicação tornou-se clara. O músico aproveitou o espetáculo para pedir a namorada, Estela Machado, em casamento, surpreendendo o público e transformando o concerto num momento ainda mais especial.
Canções que continuam a viver
Houve espaço para clássicos da banda, como “Pura Inocência”, mas também escolhas curiosas, como “O Tempo Não Para”, tema escrito por Miguel Gameiro para Mariza.
O concerto terminou com “Lisboa”, regressando à canção que já tinha aparecido antes no alinhamento da noite.
Ficou apenas a ausência de “Já Não Canto Esta Canção”, um tema que, há uns anos, marcava presença habitual nas rádios portuguesas.
Mais de três décadas depois do início da banda, os Pólo Norte mostraram que as suas canções ainda encontram eco no público. No Porto, entre nostalgia, humor e um inesperado pedido de casamento, ficou claro que ainda têm energia suficiente para continuar a deixar o mundo girar.
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