Como acordo de “primeira opção” e não um contrato global, a Netflix poderá dizer sim ou não aos conteúdos antes de qualquer outra empresa, mas não será obrigada a transmiti-los, esclarece o canal britânico Sky News.

Vários meios de comunicação norte-americanos sugeriram que se trata de um “nível abaixo” em relação ao contrato anterior, que dava à Netflix direitos exclusivos sobre o conteúdo e que se estimava valer mais de 100 milhões de dólares. O especialista britânico em relações-públicas Mark Borkowski descreveu o novo acordo como uma “despromoção” e sugeriu que a Netflix está a “afastar-se” de Harry e Meghan.

A parceria anterior prometia documentários, docseries, longas-metragens, séries de ficção e programas infantis, mas até agora produziu apenas documentários e docuseries, como "Harry & Meghan", uma série de seis episódios sobre a saída do casal da família real, o quinto programa mais popular de sempre na Netflix, e "With Love, Meghan", o programa de culinária mais visto da plataforma este ano.

Sobre o novo contrato, Meghan disse: “Estamos orgulhosos por prolongar a nossa parceria com a Netflix e expandir o nosso trabalho conjunto para incluir a marca 'As ever'”.

'As ever' é a marca de lifestyle lançada por Meghan Markle em 2024 e relançada este ano, que vende produtos como compotas, bolachas amanteigadas e vinho.

“O meu marido e eu sentimo-nos inspirados pelos nossos parceiros, que trabalham em estreita colaboração connosco e com a equipa da Archewell Productions, para criar conteúdos ponderados, em vários géneros, que tenham ressonância global e celebrem a nossa visão partilhada”, diz ainda.

A diretora de conteúdos da Netflix, Bela Bajaria, descreveu o casal como “vozes influentes” e disse que as suas histórias “têm ressonância junto de públicos em todo o mundo”.

Entre os próximos lançamentos estão a segunda temporada de "With Love, Meghan" ainda este mês e um especial de Natal em dezembro. A Archewell Productions também está a produzir "Masaka Kids, A Rhythm Within", um documentário sobre crianças órfãs na região de Masaka, no Uganda, fortemente afetada pela crise do HPV/SIDA, e a desenvolver uma adaptação cinematográfica do romance de sucesso "Meet Me At The Lake", de Carley Fortune.