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O filme, que se centra na ascensão do protagonista durante a Guerra Franco-Indígena, é um retrato da luta que iria abrir caminho para o fim da soberania britânica sobre as colónias norte-americanas, mas está longe de mostrar o sentimento nacionalista que se esperava no ano em que se celebram 250 anos da independência dos EUA.
Washington ficou órfão de pai em criança, herdando as responsabilidades do homem da casa. Numa altura em que o estado da Virgínia era profundamente rural, teve de abandonar a escola para tratar das terras do pai. Revoltado e sem aceitar o destino, foi no meio-irmão mais velho que encontrou um mentor que o orientou na sua formação.
A produção mostra que a criança revoltada torna-se um jovem adulto ambicioso que tem o caminho dificultado devido à falta de estatuto. George Washington quer integrar o Exército Real Britânico, mas o acesso é-lhe negado por ser considerado apenas um colono da Grã-Bretanha sem reputação.
Com a intenção de estabelecer contactos com pessoas importantes e com poder na época, Washington vai a uma festa sem ser convidado, o que acaba por lhe mudar a vida. Durante uma conversa com Lord Fairfax, um influente proprietário de terras, George oferece-se para cartografar a zona de Ohio e parte com o amigo Christopher Gist.
Enquanto fazem o reconhecimento das terras, George e Christopher percebem que há tropas francesas a ocupar uma zona de Ohio. A Coroa Britânica, que governava as colónias norte-americanas na década de 1750, confia a Washington a missão de exigir aos franceses que saiam das terras.
Está criada a oportunidade para George Washington começar a vida militar e a personagem interpretada por William Franklyn-Miller não a desperdiça. Recruta homens e forma o Regimento da Virgínia, que parte para Ohio sob o comando de Washington.
Estamos em 1754 quando os franceses recusam deixar o Vale do Ohio e Washington decide agir militarmente. Um confronto mal calculado acaba por causar a morte de um oficial francês e dá origem à Guerra Franco-Indígena. Sem experiência, Washington comete erros estratégicos e é obrigado a render-se após uma derrota no precário Fort Necessity (Forte Necessidade em português).
George Washington sai fracassado, mas não desiste e voluntaria-se como ajudante de batalha do General Braddock. Em julho de 1755, na Batalha de Braddock, as tropas britânicas são derrotadas pelos franceses e nativos americanos, o General Braddock morre e Washington destaca-se por organizar a retirada das tropas.
O filme termina na Batalha de Braddock e percebe-se que a derrota não é o fim para George Washington. Apesar do fracasso militar, a coragem e a capacidade de liderança que demonstra dão ao jovem o reconhecimento e o prestígio que antes lhe foram negados.
É o início de uma ascensão que não é dada a conhecer no filme. George Washington é uma figura central dos EUA: foi um dos militares que liderou o processo de independência, tornou-se o primeiro Presidente do país e é conhecido como “o pai da nação”. Apesar disto, a produção cinematográfica mostra apenas o início da vida militar e não revela a sua importância na história norte-americana. Sem contexto histórico e sem uma pesquisa, o público fica sem saber quem foi George Washington.
O realizador Jon Erwin recorreu à Inteligência Artificial em várias cenas e admitiu que o trabalho se tornou “mais seguro e acessível”. O filme é produzido pelos Angel Studios e, além de William Franklyn-Miller, o elenco conta com Mary-Louise Parker, Kelsey Grammer, Andy Serkis, Leo Hanna e John Foss.
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