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Nesta edição, cinco grupos de teatro amador do território apresentam, pela primeira vez, um projeto de criação partilhado a partir de um único texto, O Pior é que Fica, de José Maria Vieira Mendes. O desafio deu origem a cinco espetáculos autónomos, concebidos como partes de uma mesma obra dramatúrgica, que culmina numa apresentação conjunta em cinco atos.

Ao longo de oito meses de trabalho, os grupos CTJV (Monção), Outra Cena (Vila Nova de Cerveira), +TAC (Paredes de Coura), Os Simples (Melgaço) e Verdevejo (Valença) desenvolveram as criações Suspiro, A Vida de Max, O Pior, Vocabulário e A Morte de Max, respetivamente. Cada peça estreia no seu concelho, convergindo depois num espetáculo final único, marcado para 30 de maio, em Valença.

O arranque do festival acontece a 8 de maio, no Cineteatro João Verde, em Monção, com Suspiro, do CTJV, encenado por Cheila Pereira, numa reflexão fragmentada sobre o cansaço de existir. No dia seguinte, 9 de maio, o Palco das Artes, em Vila Nova de Cerveira, recebe A Vida de Max, do grupo Outra Cena, com encenação de Tânia Almeida, centrada num jogo de identidades e numa viagem interior marcada pela dúvida.

A 15 de maio, o festival passa por Paredes de Coura, onde o Centro Cultural acolhe O Pior, criação do +TAC com encenação de Luís Filipe Silva, que revisita com humor mordaz os aspetos mais desconfortáveis da condição humana. Em Melgaço, nos dias 22 e 23 de maio, a Casa da Cultura apresenta Vocabulário, do grupo Os Simples, numa adaptação de Ana Perfeito com música ao vivo de Dario Rocha, propondo uma sátira à pressão social e ao conformismo.

O momento culminante acontece a 30 de maio, no Auditório de Verdoejo, em Valença, com a apresentação conjunta da obra em cinco atos, a partir das 15 horas. O desfecho cabe ao grupo Verdevejo, com A Morte de Max, encenado por Sara Costa, uma reflexão sobre o tempo, as escolhas e a condição humana.

Para Fátima Alçada, diretora artística da Comédias do Minho, entidade produtora do festival, o FITAVALE 2026 “afirma-se como um exercício de criação em rede e de celebração comunitária”, sublinhando o papel do teatro amador como espaço de pensamento, encontro e transformação social.

A entrada é gratuita em todos os espetáculos, sujeita à lotação dos espaços.

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