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O Presidente da República, António José Seguro, foi uma das primeiras figuras institucionais a reagir à morte do músico. Numa mensagem divulgada a partir de Cabo Verde, onde se encontra em visita oficial, o chefe de Estado afirmou que Luís Represas deixa uma voz que “pertence ao tempo, à memória e ao coração de um povo”.
“Partiu o homem. Ficou a voz”, escreveu António José Seguro, sublinhando que o cantor soube “transformar a nostalgia em esperança, a simplicidade em beleza e a música num lugar onde Portugal tantas vezes se reconheceu”. O Presidente afirmou ainda que “os maiores deixam um país a cantar” e considerou Luís Represas “um dos nossos maiores”.
Na nota de pesar, Seguro deixou uma homenagem pessoal ao músico, revelando que perdeu “um amigo”. “Hoje perdi um amigo. Choro, em Cabo Verde, a sua partida”, escreveu, recordando também a noite de 21 de março e “tantos momentos bons ao longo dos anos”.
O primeiro-ministro Luís Montenegro lamentou igualmente a morte do cantor e compositor, considerando Luís Represas “uma das nossas maiores referências musicais”.
Numa publicação na rede social X, Montenegro afirmou que a morte do músico representa “uma perda para o país e para a nossa cultura”, mas destacou que o legado do artista permanecerá através das suas canções.
“À família, aos amigos e a todos os que foram tocados pela sua obra”, deixou o primeiro-ministro, numa mensagem de condolências.
Também o Partido Socialista reagiu à morte do músico, defendendo que Portugal perdeu “uma das suas vozes mais marcantes”.
Em comunicado, o PS recordou Luís Represas como um artista que conseguiu transformar a música em “memória, emoção e compromisso”, destacando em particular a canção “Timor”, que classificou como “um hino de esperança, liberdade e solidariedade”.
Para o partido, o tema acompanhou a luta do povo timorense e marcou profundamente a consciência de muitos portugueses.
A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, destacou Luís Represas como “uma das vozes mais icónicas da música portuguesa”.
A governante sublinhou que o músico deixa “uma marca inesquecível na nossa memória coletiva”, realçando a importância de uma carreira que atravessou décadas e diferentes gerações.
José Luís Carneiro recordou também o artista como “um grande artista”, cuja música “uniu pessoas, despertou causas e mostrou que a cultura também é uma forma de cidadania”.
Artistas recordam uma voz única
No mundo artístico, as mensagens multiplicaram-se. Manuel Luís Goucha despediu-se do cantor com uma frase curta: “É imortal enquanto o ouvirmos e celebrarmos. Obrigado, Luís”.
Herman José recorreu a Luís de Camões para homenagear o músico: “E aqueles que por obras valerosas / Se vão da lei da morte libertando”, escreveu, acrescentando que a citação de um “Luís maior” servia para assinalar o desaparecimento de “outro Luís insubstituível: Luís Represas”.
Já Júlio Isidro confessou estar “verdadeiramente em estado de choque” com a notícia. Em declarações à SIC Notícias, o apresentador disse que pensou inicialmente que a notícia não fosse verdadeira e destacou o “legado da qualidade e da inovação” deixado pelo músico.
“Não me passava pela cabeça que ele estivesse a desenvolver uma doença que o iria matar hoje”, afirmou.
Daniel Oliveira, diretor de Entretenimento da SIC, afirmou que existem “vozes que se confundem com a história do país” e considerou que Luís Represas era uma dessas vozes.
O responsável destacou a capacidade do músico para marcar diferentes gerações através das suas canções.
Nuno Galopim, diretor-adjunto da Antena 2, recordou Represas como “uma pessoa especial, muito diferente”, com “uma assinatura vocal única, incomparável a qualquer outra”.
Nas redes sociais, João Baião deixou também uma mensagem de despedida ao músico, pedindo “um grande aplauso ao grande Luís Represas”.
As homenagens surgem após a confirmação da morte do cantor, vítima de doença prolongada. Luís Represas, fundador e voz dos Trovante, deixa uma carreira de mais de cinco décadas marcada por temas como “Perdidamente”, “125 Azul”, “Timor” e “Feiticeira”.
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