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A Apple revelou esta segunda-feira uma mudança na sua liderança, com John Ternus, de 50 anos, a assumir o cargo de CEO a partir de setembro, sucedendo a Tim Cook, que liderava a tecnológica desde 2011. Tim Cook passará a desempenhar funções como presidente executivo.

Na despedida do cargo, Tim Cook destacou o percurso à frente da empresa afirmando tratar-se do “maior privilégio” da sua vida e sublinhou a ligação pessoal à marca. O gestor, de 65 anos, sucedeu ao cofundador Steve Jobs e ficou conhecido pela capacidade na gestão operacional e de cadeias de abastecimento, conduzindo a empresa por um período de forte expansão global.

Durante o seu mandato, a Apple consolidou-se como uma das empresas mais valiosas do mundo, com lucros anuais superiores a 100 mil milhões de dólares e uma capitalização bolsista que ultrapassa os quatro biliões. O crescimento foi impulsionado sobretudo pelo sucesso do iPhone, incluindo um recente trimestre recorde de vendas, em parte devido à recuperação da procura na China.

A empresa lançou ainda novos produtos e serviços sob a liderança de Cook, como o Apple Watch, os AirPods, e plataformas como o Apple Music e o Apple TV+. John Ternus esteve diretamente envolvido no desenvolvimento de vários destes equipamentos, no âmbito da engenharia de hardware.

A sucessão já vinha sendo preparada há algum tempo e John Ternus era apontado como um dos principais candidatos. Na reação à nomeação, destacou a influência de Steve Jobs e o papel de mentor de Tim Cook, comprometendo-se a dar continuidade à visão e aos valores da empresa.

Tim Cook continuará ligado à tecnológica, com funções que incluem a articulação com decisores políticos internacionais, após um percurso marcado também pela capacidade de negociação com líderes como Donald Trump e Xi Jinping.

Apesar dos resultados financeiros sólidos, o novo CEO herda desafios relevantes. A Apple enfrenta pressão para reforçar a sua posição no desenvolvimento de inteligência artificial, área onde tem sido menos dominante face a concorrentes, optando em alguns casos por integrar soluções externas nos produtos.

Além disso, alguns lançamentos recentes, como o Vision Pro, não tiveram a adesão esperada do mercado, levantando dúvidas sobre a capacidade da empresa para continuar a inovar ao mesmo ritmo que marcou décadas anteriores.

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