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Num ensaio publicado ontem, Bill Gates disse que a IA poderá ser “o maior equalizador já inventado ou a pior fonte de injustiça” e que os líderes e especialistas não estão a enfrentar os desafios de forma adequada.
De acordo com a CNBC, o ensaio representa uma mudança a anteriores declarações de Bill Gates que, em outubro do ano passado, disse ao canal norte-americano que a IA representava “a maior novidade tecnológica” que já tinha visto.
Agora, Bill Gates considera serem necessários novos órgãos nacionais e internacionais para coordenar e proteger o mundo contra os riscos que a IA representa.
“O desafio é monumental. Mesmo nas melhores circunstâncias, a transição para esta nova era da IA será um dos períodos mais turbulentos da história da humanidade”, afirmou Bill Gates no ensaio.
O cofundador da Microsoft referiu que, ao contrários de mudanças tecnologias anteriores, a IA pode substituir o trabalho cognitivo realizado por humanos em vários setores. Por isso, pede uma preparação para “um período de convulsão social”.
“Infelizmente, neste momento, não nos estamos a preparar para isso. Não vejo evidências de que líderes, especialistas e comunidades estejam enfrentar os desafios de forma adequada”, escreveu Bill Gates, acrescentando que “não existe um plano para facilitar a entrada na era da IA”.
Além de considerar que o emprego em escritórios já está a ser afetado, Gates garante que os trabalhos que exigem esforço físico também vão ser afetados quando existirem robôs cada vez mais capazes e baratos.
Pede a criação de organizações nacionais para coordenar políticas em áreas como: emprego, impostos, energia, eleições, saúde pública, sistema financeiro e segurança nacional. Garante ser ainda necessário criar uma organização internacional porque "os riscos ultrapassam fronteiras".
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