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Na zona euro, os preços subiram 5,2%, enquanto a média da UE foi de 5,5%. Comparando com o trimestre anterior, Portugal registou um aumento de 4,0%, superado apenas pela Eslovénia (5,1%) e pela Hungria (4,2%). Na zona euro, os preços avançaram 0,6% e 0,8% na UE.

O relatório do Eurostat também revela a evolução dos preços das casas em dez anos (2015-2025). Portugal destaca-se novamente, com uma subida acumulada de cerca de 180%, apenas atrás da Hungria (290%), enquanto a média da UE se manteve nos 5,5%. O crescimento contínuo reflete a pressão sobre o mercado imobiliário português, com forte procura e valorização consistente em grande parte do território nacional.

O aumento dos preços tem impactado particularmente as grandes cidades e zonas turísticas, como Lisboa, Porto e o Algarve, onde a procura por habitação é elevada tanto para residência como para investimento. Analistas imobiliários alertam que a escalada dos valores pode tornar a compra de casa cada vez mais inacessível para famílias jovens e de rendimentos médios, pressionando também o mercado de arrendamento.

Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado evidencia a necessidade de políticas públicas de habitação mais robustas, incluindo programas de incentivo à construção de habitação acessível e medidas para controlar a especulação imobiliária, dizem os especialistas. Economistas defendem que o mercado precisa de mecanismos que equilibrem a procura e a oferta, evitando uma bolha que possa comprometer a estabilidade do setor no futuro.

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