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O fundador e CEO da Gleba, Diogo Amorim, explicou ao jornal: “A Gleba investiu muito nos últimos dois anos. As nossas vendas estão a crescer e o EBITDA [Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização] também. Mas, face a atrasos nas aberturas e algumas lojas abaixo do desempenho estimado, vemo-nos na necessidade de restruturar a dívida da empresa”.
Atualmente, a Gleba conta com 24 lojas na região da Grande Lisboa, triplicando o número de espaços desde 2022, e emprega mais de 240 trabalhadores. O rápido crescimento levou a empresa a recorrer a um Processo Especial de Recuperação (PER), aprovado pelo Tribunal de Lisboa, para renegociar os prazos e condições da dívida.
Sobre as medidas previstas, Diogo Amorim acrescentou: “Está previsto restruturar a dívida da empresa, reduzir custos não produtivos e continuar a aumentar vendas para diluir os custos fixos associados às lojas e à organização em geral”.
O PER vai permitir à Gleba proteger-se de eventuais avanços de credores enquanto procura uma solução financeira, com o administrador judicial Bruno Costa Pereira a coordenar o processo. Segundo o ECO, a Gleba foi alvo de duas ações de execução do Bankinter no valor de 1,1 milhões de euros em setembro.
Apesar do aumento das vendas, que cresceram 35% para 7,3 milhões de euros em 2023, o lucro líquido caiu para 11,6 mil euros, face ao crescimento do passivo, que mais do que duplicou entre 2021 e 2023, passando de 3,68 milhões de euros para mais de oito milhões.
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