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O bacalhau lidera a lista de produtos indispensáveis para a mesa natalícia, escolhido por 65% dos inquiridos, seguido do bolo-rei, com 62%, e de outros doces tradicionais da época. Apenas 8% dos portugueses consideram recorrer a refeições prontas, mantendo-se esta tendência relativamente estável face a 2024.
Apesar de a alimentação continuar a ser uma prioridade, começam a surgir sinais de contenção. O estudo revela que 35% das famílias ajustará o consumo de produtos tradicionais, alterando quantidades ou opções para gerir melhor o orçamento. O valor médio global das compras de Natal sobe ligeiramente para 398 euros, face aos 392 euros do ano anterior, aumento explicado sobretudo pela inflação. Além disso, 12% dos inquiridos não planeia comprar presentes, refletindo a necessidade de reorganização de prioridades.
As mudanças de hábitos parecem cada vez mais estruturais: 49% dos consumidores admitem ter alterado comportamentos devido ao contexto económico, reduzindo custos, limitando o número de pessoas a quem oferecem presentes (41%) e planeando compras antecipadas para aproveitar promoções (27%).
Apesar destas adaptações, a mesa de Natal continua a ser protegida pelos portugueses, preservando tradições e simbolismo. “Os dados mostram que, independentemente das oscilações económicas, os portugueses mantêm o núcleo identitário da quadra, composto pelo bacalhau, bolo-rei e doces tradicionais. O gasto médio de 150 euros traduz a vontade de conservar rituais que unem as famílias”, destaca Mafalda Ferreira, coordenadora do estudo.
O estudo evidencia também que a inflação permanece como a principal razão para o aumento do valor final das compras, enquanto os portugueses mantém as prioridades ligadas à alimentação e expressam desejos de paz, saúde e estabilidade económica para 2026.
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