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Os dados foram avançados este sábado pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, durante uma visita a Sobral de Monte Agraço.

"Estamos a falar de mais de quatro mil empresas que se candidataram, num valor que já passa os 900 milhões de euros, e já estão na conta das empresas mais de 200 processos", afirmou o governante, em declarações citadas pela Lusa. Segundo o ministro, os pagamentos começaram a ser efetuados pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.

Manuel Castro Almeida adiantou ainda que foram submetidos mais de 11 mil pedidos de apoio relativos a danos em habitação própria, sublinhando que o Governo definiu prioridades claras na resposta à emergência. "Demos prioridade, evidentemente, às pessoas, depois às fábricas, onde estão os empregos das pessoas, mas agora é a altura de podermos avaliar muitos prejuízos que as câmaras tiveram", referiu.

De acordo com o ministro, as CCDR já estão também a analisar e a liquidar os primeiros pedidos de apoio apresentados pelas autarquias. No balanço divulgado pelo Governo a 13 de fevereiro, eram contabilizados mais de 8200 pedidos de cidadãos ou famílias para recuperação de casas danificadas, bem como mais de duas mil candidaturas de apoio a famílias com perda de rendimento ou em situação de carência.

No mesmo balanço, o Executivo indicava a existência de cerca de 3800 candidaturas de empresas, num montante superior a 850 milhões de euros, o que levou ao reforço da linha de crédito à tesouraria de 500 milhões para mil milhões de euros. No setor agrícola, tinham sido registados cerca de 4500 pedidos de apoio em todo o território nacional.

Portugal foi afetado por várias depressões, Kristin, Leonardo e Marta, desde o final de janeiro, levando à declaração da situação de calamidade em perto de 70 municípios, sobretudo nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém. As tempestades provocaram danos significativos em habitações, infraestruturas e atividade económica, mantendo ainda várias empresas encerradas e algumas famílias impossibilitadas de regressar às suas casas.

Na passada quinta-feira, 12 de fevereiro, o primeiro-ministro anunciou a criação do Plano Portugal de Recuperação e Resiliência (PTRR), garantindo que será apresentado "brevemente" um programa estruturado para apoiar a reconstrução e a retoma da atividade económica.

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