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O número de insolvências declaradas em Portugal aumentou 58% em julho, face ao mesmo mês de 2025, segundo dados da Iberinform. No total, foram declaradas insolventes 163 empresas, mais 60 do que no período homólogo.

Nos primeiros sete meses de 2026, o número de ações de insolvência declaradas cresceu 5,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Para esta evolução contribuíram tanto as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas, que aumentaram 2,8%, como as insolvências requeridas por terceiros, que subiram 8,2%.

Lisboa, com 256 insolvências declaradas, Porto, com 221, e Braga, com 138, foram os distritos com maior número de casos. Em termos homólogos, Lisboa registou um crescimento de 14%, enquanto Porto e Braga apresentaram reduções de 14% e 4,2%, respetivamente.

Entre os distritos que registaram os maiores aumentos relativos destacam-se a Madeira, com uma subida de 117%, Beja e Vila Real, ambos com 100%, Viana do Castelo, com 70%, Angra do Heroísmo e Portalegre, ambos com 50%, e Ponta Delgada, com 33%.

Por setor de atividade, os maiores aumentos de insolvências declaradas verificaram-se nas Telecomunicações, com 50%, na Hotelaria e Restauração, com 29%, e nos Outros Serviços, com 17%.

Mais processos de insolvência encerrados

Também o número de processos de insolvência encerrados aumentou em julho, com uma subida homóloga de 2,4%.

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, os processos encerrados cresceram 18%. Este aumento inclui uma subida de 69% nos encerramentos com plano de insolvência e de 13% nas restantes ações encerradas.

Porto, com 352 processos encerrados, Lisboa, com 349, e Braga, com 174, lideraram neste indicador. Face ao mesmo período do ano anterior, registaram aumentos de 17%, 11% e 8,8%, respetivamente.

Os maiores crescimentos de processos encerrados ocorreram nos Transportes, com 46%, no Comércio por Grosso, com 43%, na Hotelaria e Restauração, com 25%, e na Agricultura, Caça e Pesca, com 23%.

Criação de empresas recua

Em sentido contrário, a constituição de novas empresas perdeu dinamismo. Em julho foram criadas 3.695 empresas, menos 999 do que no mesmo mês de 2025, o que corresponde a uma redução homóloga de 21%.

Até julho, Lisboa liderou a criação de empresas, com 10.112 novas constituições, seguida pelo Porto, com 5.757, e Setúbal, com 2.619. Apesar da liderança, os três distritos registaram decréscimos face ao período homólogo.

Angra do Heroísmo foi o único distrito a apresentar um crescimento na constituição de empresas, com uma subida de 19%. As maiores quebras ocorreram na Madeira, com menos 25%, Évora, com menos 24%, Guarda, com menos 19%, Viana do Castelo, com menos 17%, e Bragança, com menos 15%.

Por setores, a Construção e Obras Públicas foi o único a registar um aumento na constituição de empresas, de 5,7%. Já a Eletricidade, Gás e Água registou uma quebra de 37%, seguida da Agricultura, Caça e Pesca, com menos 31%, das Telecomunicações, com menos 25%, e do Comércio a Retalho, com menos 17%.

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