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“Tal como verificado no mês anterior, a aceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPC) é maioritariamente explicada pelo aumento do preço dos combustíveis”, refere o INE, sublinhando o impacto da recente valorização do petróleo nos mercados internacionais.
De acordo com o organismo estatístico, em abril a variação homóloga do índice dos produtos energéticos subiu para 11,7%, depois de uma taxa de 5,7% em março. Também os produtos alimentares não transformados registaram uma aceleração, passando de 6,4% para 7,5%.
A pressão sobre os preços da energia está associada ao conflito no Irão, iniciado no final de fevereiro, e ao bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas mundiais para o transporte de crude e gás natural liquefeito. Por esta passagem circulam cerca de 20% da produção global de petróleo.
Já a inflação subjacente, que exclui produtos mais voláteis como energia e alimentos não transformados, registou uma variação de 2,2% em abril, mais 0,2 pontos percentuais do que no mês anterior.
Em termos mensais, o IPC terá aumentado 1,4% em abril, após uma subida de 2,0% em março. A variação média dos últimos 12 meses foi estimada em 2,4%, ligeiramente acima dos 2,3% registados em março.
No caso do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), indicador utilizado para comparações europeias, a taxa homóloga situou-se em 3,3% em abril, depois de 2,7% no mês anterior.
Os dados definitivos da inflação relativos a abril serão publicados pelo INE no próximo dia 13 de maio.
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