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Num país cada vez mais envelhecido, onde a idade da reforma está perto dos 67 anos, um estudo do Banco de Portugal revela que 10% dos pensionistas ou opta por continuar a trabalhar ou tem mesmo de voltar à vida ativa porque as reformas não chegam para viver.

Segundo o estudo há várias razões: muitos ainda se sentem capazes de trabalhar mais alguns meses ou anos porque precisam do dinheiro ou para se manterem ativos, e outros para receberem bonificações na reforma.

A tendência para trabalhar para além da idade da reforma verifica-se, curiosamente, junto de quem tem salários mais elevados. Em média, entre 2018 e 2024, os novos pensionistas que continuam a trabalhar recebem 933 euros, face aos 591 euros de quem decidiu reformar-se e parar de trabalhar, revela o estudo.

Para além disso, devido à falta de mão de obra em algumas áreas, muitos setores contratam ou mantêm funcionários com mais de 66 anos. É o caso da saúde e da educação, onde há muitos trabalhadores a reformarem-se todos os anos.

De acordo com o estudo, há cerca de 2,5 milhões de pensionistas de velhice, sendo que quase meio milhão pertence à Caixa Geral de Aposentações. Têm, em média, 75 anos. A pensão média de velhice está nos 645 euros, mas metade dos pensionistas recebe menos de 462 euros por mês. Só 5% dos pensionistas recebe mais de 1.685 euros, cerca de duas vezes o salário mínimo nacional.

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